domingo, 18 de dezembro de 2011

Um Livro Que Está Dando O Que Falar! (Parte 1)

Um Livro Que Está Dando o Que Falar atualmente é o livro A Cabana de autoria de William Paul Young. A obra é uma verdadeira explosão em vendas: já são mais de dez milhões de exemplares vendidos e já foi traduzida para mais de trinta idiomas! De fato, poucos livros atingem um status como esse. A Cabana tem sido muito comentada na internet, alguns elogiando e outros criticando a obra. Sei que o principal público interessado por este livro é o evangélico, é claro, mas a obra apresenta uma linguagem que alcança todas as pessoas e embora discorra sobre a trindade, um assunto bem teológico também, o faz de forma um tanto... eu diria... diferente! Lendo o livro, pude perceber que mesmo uma pessoa sem vínculo com a igreja evangélica haveria de se interessar pelo livro. 
     Muitos livros surgem no cenário editorial evangélico hoje em dia e, embora encontremos muitas obras de excelente qualidade bíblica e teológica, temos à nossa disposição muitas idéias e conceitos doutrinários nem sempre condizentes com a Bíblia, a Palavra de Deus. Precisamos fazer como os bereanos que conferiam a pregação de Paulo com as Sagradas Escrituras: "Todos os dias estudavam as Escrituras Sagradas para saber se o que Paulo dizia era mesmo verdade" (Atos 17.11b na Nova Tradução na Linguagem de Hoje). A aceitação do livro A Cabana por parte do povo evangélico pode evidenciar uma grande necessidade de discernimento bíblico por parte dos evangélicos, atualmente. Faz necessário que examinemos tudo e retenhamos o bem (1 Ts 5.21). Neste artigo, porém, não tenho a intenção de "tirar da mão dos leitores o livro A Cabana", antes, o que proponho é uma reflexão bíblica e teológica sadia a respeito da referida obra. Apresento portanto, a seguir, alguns pontos que devemos considerar em relação à teologia de A Cabana:
1) Reconheço que a obra possui uma linguagem muito atraente e envolvente: não dá vontade de parar de ler o livro! Talvez este seja um dos fatores que contribuem para a aceitação do livro. Mas isso também pode ser um problema: ficamos muitas vezes tão atraídos e envolvidos na leitura de determinado livro que temos dificuldade para sermos analíticos em relação à ele. Por isso, devemos ter cuidado para não acabarmos aceitando tudo que nos é oferecido por determinado autor. O que digo aqui se aplica muito bem à analogia que Young faz em relação à Trindade. Acredito que a intenção do autor foi "trazer a Trindade o mais próximo possível de nós", mas com isso ele acaba afastando seus leitores ainda mais da Santíssima Trindade, apresentando-a de um modo bem exótico e diferente do que está revelado na Bíblia à respeito dela. Young torna as pessoas da Trindade humanas demais, apresentado-as com traços que parecem extrair totalmente sua divindade. Embora eu não tenha dúvida, como outros milhões de cristãos no mundo de que Jesus seja plenamente humano, embora sem pecado, todavia também acredito que Ele é Deus assim como o Pai e o Espírito Santo. Aliás, Ele é a única Pessoa Divina da Trindade que assumiu a natureza humana como afirma João (Jo 1.1-3,14). É interessante notar que quando João fala da encarnação do Verbo, ele está na verdade enfatizando sua divindade! Jesus não deixou de ser Deus ao assumir a forma humana - Ele sempre foi e sempre será Deus! Em determinado momento do livro, Young apresenta Deus ouvindo nos fones de ouvido funk e blues ( ! ) e Ele (ou ela, como ele apresenta Deus no livro) vem "bamboleando" ( ! ) na direção de Mack. É realmente assustador! As manifestações de Deus no Antigo Testamento e também no Novo Testamento foram acompanhadas de grande reverência e temor, nada que se pareça com o que Young apresenta em A Cabana, pelo menos não nesse momento do livro que citei logo acima.
Continua...

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