terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nota de Agradecimento!

É com grata satisfação que venho, nesta nota, externar em meu nome e em nome do IBFI a nossa mais profunda gratidão. Em primeiro lugar, a Deus, que mais uma vez nos deu um sinal de Sua aprovação sobre nosso trabalho através do que nos ocorreu nestes últimos dias. Em segundo lugar, ao aluno do IBFI e nosso amigo que com liberalidade, boa vontade e por acreditar em nosso trabalho, ofertou ao instituto a quantia de R$ 500, em dinheiro! Esse irmão, que prefere se manter anônimo, conversou comigo há algum tempo dizendo que ofertaria ao IBFI com um valor em dinheiro. Como ele havia me dito, assim o fez. O mais interessante é que esta oferta vem justamente num momento crucial para o IBFI. Hoje, trabalhamos com duas impressoras, uma HP PRO 8000 e outra HP PRO 8100. A primeira acabou de parar - já há algum tempo vinha apresentando problemas em seu funcionamento e agora parou de vez. Mas justamente agora, esta oferta chegou e estaremos ainda esta semana, se Deus permitir, comprando outra impressora novinha, graças a esta colaboração, porque do contrário, realmente não teríamos condições! Mas Deus é o nosso Provedor. Que Deus possa recompensar a esse irmão ricamente em Cristo por sua liberalidade para com a Obra de Deus. Nossa profunda gratidão a ele! E que você, estimado leitor e leitora do nosso blog, possa orar pelo nosso projeto! Contamos com seu apoio!

Roney Ricardo
Diretor-Adjunto do IBFI

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Problema da Falta de Valorização


Desde tenra idade tenho ao servido ao Senhor de forma muito dinâmica, sempre atuante na casa de Deus. Lembro que me tornei membro da Assembleia de Deus em seis de janeiro de 2002, quase dois meses depois que meu pai faleceu de forma trágica, vitimado por um atropelamento quando voltava do trabalho com a sua velha bicicleta. Tornar-me membro da Assembleia de Deus foi uma grande bênção do Senhor para mim naquela época, pois foi um período dificílimo da minha vida. Mesmo antes de fazer parte desta denominação, eu já me identificava muito com ela.

De lá para cá, eu pude exercer diversas atividades, tais como professor e superintendente de Escola Bíblica Dominical, fui organizador de uma conferência de EBD (Escola Bíblica Dominical) que teve duas edições, realizei trabalhos de ensino bíblico, evangelismo, escrevi algumas apostilas e assim por diante. Trabalhar assim no ambiente da Assembleia de Deus me fez amar ainda mais a denominação, envolver-me mais com pessoas que estiveram ao meu lado, mas me fez enxergar também os problemas que a cercam. O problema da falta de valorização alcançou-me quando eu estava plenamente envolvido na obra de Deus. Quando isso aconteceu comigo, meu coração foi invadido por uma tristeza justamente por isto: não ser valorizado como um talento local da igreja à qual pertenço – a Assembleia de Deus. Esse sentimento foi totalmente estranho para mim que, até então, nunca tinha sentido um “nó na garganta” tão forte assim. Mas isto foi bom por um lado: fui levado a uma profunda reflexão sobre se o que estou fazendo é realmente para Deus e se estou disposto a superar isto justamente por este fato – por que é para Ele acima de tudo! Com isso eu amadureci bastante, mas isso não significa que eu não tenha sido afetado de certa forma. Confesso que estou bastante decepcionado com o que está acontecendo na obra de Deus (não estou decepcionado “com a obra de Deus”). Quando passamos por um processo assim, parece que nossos olhos se abrem para enxergar realidades que até então ignorávamos. Acredito até que isso parte do próprio Deus que deseja que reconheçamos estas deficiências para que trabalhemos no sentido de corrigi-las.

Neste artigo expresso essa minha decepção com o problema da falta de valorização nas seguintes indagações que faço logo a seguir:

1)    Por que damos mais valor a pregadores e cantores e cantoras famosos que só vem em nossos templos se receberem dinheiro (e muito!) e não damos o devido valor aos “vasos de valor” que há em nossas próprias igrejas que, não raro, trabalham e se desgastam pela obra de Deus sem nada receber em troca?

2)    Por que preferimos investir vultosas quantias em eventos que realizamos em nossas igrejas que duram apenas alguns dias e não investimos, por exemplo, na EBD, um “evento” que dura todos os dias do ano por todos os anos trazendo incontáveis benefícios para a obra de Deus? Não tenho absolutamente nada contra congressos, conferências, simpósios, etc., mas sou terminantemente contra o fato de que gastamos grandes quantias nesses eventos, mas ignoramos outros setores importantes da Igreja como a EBD. Devemos investir em um setor, mas não ignorar outro igualmente (e talvez até mais) importante para a Igreja do Senhor como o é a EBD.

3)    Por que investir tanto dinheiro em ostentações desnecessárias como púlpitos caríssimos, fachadas altamente ornamentadas, templos suntuosos, etc., e não investir em pessoas, em seres humanos, ou naquele bom e velho linguajar igrejeiro: em “almas”? Por que não gastamos mais com a obra de ação-social? Com casas de recuperação para drogados? Eu sei que a Igreja está fazendo tudo isto, mas sei também que como Igreja do Senhor poderíamos sim fazer muito mais! É claro que quando uma igreja local cresce, ela haverá de precisar de uma boa estrutura física, com salas, gabinete, equipamentos de som, etc., mas não há como negar que muitas vezes gasta-se muito mais do que o que é realmente necessário!

Terminando aqui este artigo, convido você a orar junto comigo para que possamos influenciar na mudança da nossa querida denominação – a Assembleia de Deus – nesse sentido. Que nossos líderes e nós todos, de uma forma geral, possamos reconhecer os que trabalham entre nós! Esse foi o desejo de Paulo para a igreja de seus dias (1 Tessalonicenses 5.12). Que a falta de valorização não nos impeça de continuarmos ser abundantes na obra do Senhor (1 Coríntios 15.58), sabendo que no Senhor o nosso trabalho não é vão.

Meu objetivo neste artigo não é simplesmente polemizar – isso não leva a nada! Quero expressar minha decepção que também é a decepção de muitos outros irmãos que por falta de reconhecimento e apoio, encontram dificuldades para desenvolver projetos que beneficiarão o Reino de Deus! Que possamos dar valor aos nossos obreiros, jovens que se dedicam a obra de Deus e tantos outros que contribuem para o bom andamento da Igreja de Cristo. Espero sinceramente que, em especial, nossos líderes possam "abrir os olhos à esta realidade".
Deus abençoe a todos!

Em Cristo,
Roney Ricardo.