domingo, 4 de novembro de 2012

Igreja, inclusivismo e não exclusivismo!

     Confesso que em minha caminhada cristã eu mudei muito e em muitos aspectos. Não mudei em relação à ortodoxia bíblica, isto é, em relação às doutrinas fundamentais da Bíblia. Continuo crendo que Jesus Cristo é o Único Caminho para o homem chegar a Deus e não apenas o melhor caminho - Ele mesmo declara isto: João 14.1 a 6 e Paulo corrobora esta verdade em 1 Timóteo 2.5. Continuo crendo que a Divindade subsiste eternamente em Três Pessoas distintas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Continuo crendo que a Bíblia É a Palavra de Deus e não que ela se torna ou que contém a Palavra de Deus - outra vez afirmo: a Bíblia é a Palavra de Deus. Continuo crendo que a salvação vem pela exposição da mensagem do evangelho, é obtida pela fé em Cristo somente e torna o pecador arrependido justificado em Cristo perante Deus (Romanos 1.116,17; 5.1ss). Continuo crendo que o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais são uma realidade para a Igreja hoje, em pleno século 21 (eu mesmo sou testemunha viva disto) e continuará até que Jesus regresse. Continuo crendo que o pecado é uma realidade hoje que afeta a todos nós e que a santificação é requisito necessário para a vida do cristão enquanto viver aqui (Hebreus 12.14). Continuo crendo em outras verdades bíblicas fundamentais que eu poderia aqui alistar, mas as que citei já ilustram bem minha intenção de não me afastar jamais das verdades bíblicas essenciais e que também foram proclamadas pela Reforma Protestante no século 16 e pelos nossos antecessores que velaram pela sã doutrina. Nesse sentido, não pretendo mudar jamais! Que Deus nos preserve assim! Amém. Mas percebo que em muitos aspectos da nossa vivência diária como cristãos, em relação à Igreja e à sociedade, tínhamos que mudar sim! Um dos erros que percebo que por muito tempo cometemos foi o erro de pensar que por sermos servos e servas de Deus deveríamos nos manter afastados das pessoas que não professam a mesma fé e que não vivem a mesma comunhão com Deus que temos. Há alguns anos atrás, talvez eu jamais sairia para um programa de lazer com amigos não crentes, mas como você pode ver na foto abaixo, eu mudei bastante (rsrsrsrsrs).

Eu (de luvas brancas) no paintball com amigos do trabalho

     Na foto acima, apenas eu e o amigo Ricardo (atrás de mim com o marcador levantado) somos crentes em Jesus. Os outros, alguns são católicos, outros não, enfim, não são evangélicos. Foi minha segunda vez no paintball e confesso que foi muito bom! Não houve bebedeira, não houve contenda, não houve conversas imorais, enfim, foi muito agradável, haja vista os colegas não crentes nos respeitarem muito como cristãos que somos. É bem verdade que nem sempre isso é possível. Mas acredito que sempre que houver essa possibilidade, devemos sim cultivar amizades com pessoas não crentes, almoçar com pessoas não crentes, ir à casa de pessoas não crentes, participar de festas com pessoas não crentes, desde que isso não nos leve ao escândalo e à práticas imorais. Acredito que é justamente aí que temos a oportunidade de sermos "sal da terra e luz do mundo" (Mateus 5.13-16). Ser crentes no templo, durante o culto, é bem mais fácil. Mas é na convivência diária que mostramos a luz do evangelho brilhando em nossas vidas e alcançando os que ainda não abraçaram a verdade do evangelho. Portanto, eu defendo que a Igreja deve ser inclusivista em relação à sociedade no sentido de influenciá-la e não de ser influenciada por ela. Penso que a Igreja não deve ser como um clube fechado, ou uma seita onde só os "iniciados" tem vez, mas uma força poderosa que influencia aqueles que estão ao nosso redor, aqueles que fazem parte do nosso ciclo de convivência diária, seja em casa, no trabalho, enfim, por onde estivermos! Por favor, amado leitor e amada leitora, não pense que estou aqui defendendo a nossa adesão à práticas pecaminosas no afã de alcançar as pessoas não crentes, como algumas igrejas tem feito em nossos dias. Definitivamente não! Mas defendo sim que a Igreja deve abrir os braços para aqueles que não se entregaram a Cristo ainda. Como cristãos que somos, genuínos, devemos sim conviver com pessoas não crentes no sentido de influenciá-las a Cristo, afinal, como poderemos ganhar o mundo se nos fechamos para ele? 
Em Cristo,
Roney Ricardo.

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