terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Reflexão

REFLEXÃO

     Abaixo, algumas de minhas reflexões pessoais, que compartilho com o leitor ou leitora:

"Dizem que quem cala consente, mas a vida tem me mostrado que em muitos momentos, o silêncio é a melhor resposta!"

"Quando sua agenda privar você do convívio com família, amigos e irmãos, repense-a e refaça-a o mais rápido possível. Do contrário, você estará construindo paredes ao redor de você e não pontes, "contatos" e não relacionamentos, ativismo e não compromissos. Colhemos o que plantamos: isso é inevitável!".

"Precisamos criticar sempre! A crítica, no sentido de avaliar, de julgar, de escolher, é fundante na formação da nossa cosmovisão, da nossa opinião. Mas é preciso que se diga: a crítica também precisa ser criticada!"

"Não acreditar em Deus - eis uma crença que não me atrai!"

"Pior que ser envergonhado pelo Inimigo é ser seduzido por ele. É que no primeiro caso, você percebe claramente que é o Inimigo, no segundo não!"



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Palestra sobre Educação Cristã

Palestra ministrada pelo professor Roney Ricardo, no dia 30 de Novembro

 de 2013, na Assembleia de Deus de Colina, em Cariacica ES. "O que é ensinar? 

A interação do professor com os alunos. Pedagogia Impositiva VS Pedagogia

 Relacional" - Esses e outros assuntos foram abordados na palestra. Confira!



Nosso agradecimento ao irmão Robson Santos, líder da congregação onde foi ministrada a palestra e mantenedor do blog ESCOLA BÍBLICA e também o organizador do evento juntamente comigo, professor Roney (minha colaboração foi mínima face ao empenho do professor Robson!)


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A Ética Cristã e o Homossexualismo (ou Homossexualidade)

Confira abaixo o trecho do nosso livro "Ética Cristã", que está no "forno" e deve sair em breve, abordando a questão da relação da ética cristã com o tema do homossexualismo:

HOMOSSEXUALISMO

            Se há um assunto que gera muita discussão e polêmica no campo da Ética Cristã, esse assunto é sem dúvida o homossexualismo. A começar pela própria palavra – homossexualismo – que é tremendamente discutida, principalmente por aqueles que defendem a prática homossexual. É que o sufixo “ismo” teria conotação de doença, dando a entender que os homossexuais são doentes e que o homossexualismo é uma doença. De fato, a palavra só foi excluída da lista de distúrbios mentais da OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1990.

1. O Que Dizem os Dicionários?

O Dicionário Aurélio[1] define os dois termos da seguinte maneira:

a)    Homossexualismo: Prática do comportamento homossexual.
b)    Homossexualidade: Caráter de homossexual; homossexualismo, inversão.

Já o Dicionário Houaiss é mais claro na definição de “homossexualismo”: “prática amorosa ou sexual entre indivíduos do mesmo sexo”.
A Enciclopédia Barsa define “homossexualismo” como “Atração sexual entre pessoas do mesmo sexo. Essa atração, em geral, mas nem sempre, leva ao contato físico, culminando em orgasmo. O homossexualismo feminino é comumente denominado lesbianismo, palavra derivada de Lesbos, nome de uma ilha do Egeu onde a poetisa Safo atuava como guia de um grupo de mulheres”[2]. Vale ressaltar que embora tendo sido considerado até mesmo como uma forma de sexualidade superior a heterossexualidade na Grécia antiga, nas sociedades posteriores, especialmente nas ocidentais, a prática homossexual, bem como os homossexuais, foram rejeitados e condenados. Na Idade Média, a pena para os homossexuais era a tortura e a morte. Na Suíça do período da Reforma Protestante, as pessoas que eram pegas em ato homossexual eram esquartejadas vivas e assim deixadas durante sete dias, para depois serem queimadas! Outras nações européias como Portugal, Itália e França aplicam medidas da mesma severidade[3]. Mesmo no século 18 houve casos de homossexuais levados á fogueira em Paris[4]. Nos Estados Unidos, já no século 20, em alguns estados, a lei prescrevia para os homossexuais penas que iam até a prisão perpétua. Mesmo hoje, em pleno século 21, embora haja uma aceitação social muito maior para o homossexualismo na sociedade, muitos são vítimas de atentados e agressão psicológica e física. Em 1897, na Alemanha, aconteceu o primeiro movimento social que buscava o reconhecimento dos direitos civis dos homossexuais. No início do século 19 começam as tentativas de explicar pelo viés da ciência a prática homossexual, mas não houve êxito. Freud desenvolveu uma teoria que explica o homossexualismo a partir de aspectos psíquicos. A maioria dos profissionais da Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise vêem “o homossexual como alguém que não amadureceu de todo e por isso é incapaz de se relacionar plenamente com o sexo oposto”[5]. É preciso que se diga também que o conceito de “cura” aplicado aos homossexuais é muito discutido também pelos profissionais dessas áreas, tendendo-se a rejeitar essa idéia, pelo fato de homossexualismo não ser considerado uma doença. O termo “cura” acaba assumindo assim uma conotação de preconceito e discriminação.

            2. O Que Diz a Ética Cristã?

            A Ética Cristã, como já dissemos anteriormente, está embasada na Palavra de Deus. A Bíblia, sem sombra de dúvida alguma, condena a prática homossexual. Se o termo “homossexualidade” procura indicar a prática homossexual como algo perfeitamente aceitável e normal, especialmente no campo da moral, então rejeitamos essa palavra e o cabedal intelectual que ela traz consigo. Cada vez mais a sociedade brasileira (e mundial, especialmente o Ocidente) vem recebendo o homossexualismo como algo aceitável, normal e até digno de ser incentivado. Cada vez mais programas de TV e rádio vem dando espaço para a idéia homossexual e a apresentando sistematicamente. Homossexuais recebem espaço na TV e falam de suas experiências sexuais com a maior naturalidade e programas antes exibidos depois das dez horas da noite, dado o seu conteúdo explicitamente pornográfico, agora chegam a ser exibidos no horário nobre! Já existem até mesmo segmentos ditos “evangélicos” que apóiam e incentivam a prática homossexual. Existem, inclusive, as chamadas “Igrejas Gays” com seus pastores e pastoras gays! Recentemente houve grande repercussão do lançamento de uma “Bíblia Gay”, por assim dizer. Trata-se de uma versão adulterada da Bíblia, que mutila textos que mencionam a prática homossexual, alterando grosseiramente o seu sentido. Isso, além de ser desonestidade, é deslealdade para com a Palavra de Deus. Um típico exemplo (nada novo) de grupos que para defender sua própria conduta imoral e seus próprios conceitos, adulteram o texto bíblico procurando condicioná-lo a seu bel-prazer.

            3. A Bíblia condena a prática homossexual?
           
            Sem dúvida que sim. Na Bíblia existem sete passagens que são conclusivas sobre a questão da prática homossexual ser pecado; são eles:

1.    Gênesis 19.5-7
2.    Levítico 18.22
3.    Levítico 20.13
4.    Juízes 19.22,23
5.    Romanos 1.21-31
6.    1 Coríntios 6.9,10
7.    Judas 6 e 7

No texto de Romanos 1.26 e 27, assim como em 1 Coríntios 6.9 e 10, o apóstolo Paulo chega a distinguir as formas de relação homossexual, indicando que ambos os casos são contrários à vontade de Deus. No primeiro ele chega a citar o homossexualismo feminino e no segundo (um texto até curioso), o apóstolo chega a fazer a distinção entre o homossexual ativo e o passivo. Champlin pontua que a palavra “efeminado”, como um substantivo, “significa ‘suave’, ‘efeminado’, tendo sido largamente aplicado à homossexualidade por vários autores antigos, indicando homens que aceitam os afagos de outros homens, como se fossem mulheres” [6]. Já o termo “sodomitas” tem ligação com a homossexualidade em vista desse pecado ser prevalente em Sodoma, quando Ló ali habitava. Champlin[7] é categórico:

No grego, essa palavra, literalmente traduzida, indica ‘ato sexual de homem com homem’. A sodomia, portanto, é apenas um eufemismo, sendo largamente empregada pelos tradutores, a fim de suavizar o impacto da expressão. Não sabemos precisar se Paulo quis estabelecer contraste entre essa palavra e o vocábulo anterior, que também indica homossexualidade. Talvez a primeira dessas palavras indique os homens que fazem um papel feminino, ao passo que esta última indique os pederastas[8] positivos. Paulo condenou severamente a uns e a outros, em Romanos 1.26,27, onde essa prática, tanto de mulheres com mulheres como de homens com homens, é condenada.    

            4. Qual Deve Ser a Postura da Igreja Face aos Homossexuais?

            Embora estejamos nós, a Igreja de Cristo, convencidos pela Bíblia Sagrada, de que Deus condena a prática homossexual, devemos ter as seguintes posturas:

a)    Aceitar e acolher o pecador, mas jamais a sua prática pecaminosa. Não é tarefa fácil fazer essa separação, mas cremos e temos visto na vida de muitos homossexuais o poder transformador do evangelho de Cristo. A Igreja deve sempre repudiar o pecado e tudo o que ele traz consigo, mas jamais deve estar fechada ao perdido. Foi para isso que Jesus veio: salvar o perdido (cf. Lc 5.31,32; 19.10).

b)    Jamais apoiar ou incentivar qualquer prática de violência contra homossexuais, seja violência física ou psicológica. Embora devamos sempre nos posicionar com segurança e firmeza nessa questão, deixando claro que a prática homossexual é pecaminosa e contrária a vontade de Deus (repito: pecaminosa e contrária a vontade Deus), não é conveniente que façamos uso de termos pejorativos, depreciativos, humilhantes e menos ainda que usemos de violência física. Precisamos separar as coisas!

c)    Possibilitar a essas pessoas a oportunidade de serem recebidas e acolhidas em nossos templos, sem seres tratadas como se fossem “seres de outro planeta”[9]. Ao tratar desse tema em sala de aula, costumo perguntar aos meus alunos se nós, em nossas igrejas evangélicas, estamos de fato preparados para receber pessoas assim. É fato que muitos homossexuais, especialmente agora, em que o assunto ganha espaço na mídia, entram em nossos templos com o objetivo de tripudiar e escarnecer. Mas é verdade também que muitos homossexuais respeitam o culto cristão e vão a ele com o objetivo de participar, genuinamente.



[1] Versão eletrônica.
[2] Enciclopédia Barsa, vol. 9, 1995: Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda, p. 109.
[3] ALMEIDA, Abraão de. 201 Respostas para o seu enriquecimento espiritual e cultural. 1ª ed.: 2007, CPAD, p. 253.
[4] Enciclopédia Barsa, vol. 9, 1995: Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda, p. 109.
[5] Op. Cit.
[6] CHAMPLIN, Russell N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. vol. 4, 10ª reimpressão: 1998, ed. Hagnos, p. 83.
[7] Op. Cit.
[8] Não podemos afirmar qual a intenção exata de Champlin ao usar a palavra “pederasta” em referência aos homossexuais, mas neste trabalho a admitimos (e o texto de Champlin aqui citado também parece indicar isso) com o sentido único de “Homossexualismo masculino”, como consta da versão eletrônica do Dicionário Aurélio.
[9] Essa foi apenas uma comparação com fins didáticos. Não creio que haja vida em outros planetas.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A FRAGILIDADE DOS RELACIONAMENTOS HUMANOS EM NOSSO TEMPO

Em nosso tempo de Pós-Modernidade estamos presenciando aquilo que eu chamaria de "enfraquecimento sistemático das relações humanas". É que tenho percebido que cada vez mais nos tornamos isolados, individualistas, sós e egoístas. Parece que vivemos dias em que temos tantas coisas para fazer que 24 horas já não são mais suficientes, mas dentro dessas tantas atividades não incluímos "o outro", "o próximo". Quando uso a palavra "sistemático" em relação a esse enfraquecimento das relações humanas refiro-me ao fato de que isso vem se tornando algo contínuo, frequente, cada vez mais cotidiano. Embora eu tenha apenas 29 anos (nem todos concordarão com o "apenas 29"), eu sou de um tempo em que as nossas brincadeiras, na infância e adolescência, eram sempre com outras crianças e adolescentes, e não com máquinas ultra-avançadas em tecnologia. Sou de um tempo em que os amigos de meus pais com frequência os visitavam e meus pais sempre cultivaram isso também. Acredito que "peguei" um pouco disso também e tento fazer o mesmo em relação aos meus amigos. Mas confesso: eu também sou falho nisso. Percebo que esse enfraquecimento das relações entre nós acontece também em nossas igrejas. Participamos do culto, nos vemos nesses momentos de adoração, nos falamos e etc., mas é só ali, no templo. Fui membro de uma maravilhosa igreja por mais de seis anos e por razões pessoais me desliguei, como membro, de lá, mas acabei também sendo "desligado" nas relações. Nenhum telefonema, nenhum contato mais pessoal, excetuando-se é claro, algumas exceções. Mas pela quantidade de amizades que lá tinha, confesso que esperava mais. Parece que nossas igrejas se tornaram (no sentido aqui abordado) como clubes fechados: uma vez que você não faz mais parte, está cortado! Algumas pessoas me chamam de amigo, mas sempre questiono essa palavra "amigo" dependendo da pessoa que a pronuncia. "Amigo", segundo Strong em seu Léxico Hebraico, Aramaico e Grego, é "philos" no grego e significa, dentre outras coisas, "amigo, sócio, aquele que se associa amigavelmente com alguém, companheiro". Como podemos ver, amizade que é amizade denota proximidade, interesse, comunhão. O que está acontecendo conosco? Por que nos interessamos tão pouco assim pelo próximo? Que cristianismo é esse que estamos vivendo? Que cristianismo é esse que eu estou vivendo? Porque simplesmente não pegamos o telefone e "quebramos o gelo" procurando saber - simplesmente se interessar - como "o outro" está? Porque tanta formalidade? Formalidades nos separam. Quando me encontro com meus "amigos" (que de fato são amigos) eu brinco, sorrio, fico à toa, os ouço, me alegro pelo simples fato de estar próximo de outras pessoas que me querem bem. Penso que precisamos rever nossa postura nesse sentido e manter mais comunhão uns com os outros. 
Uma reflexão? Um desabafo? Um apelo? Sim, os três!
Profº Roney Ricardo.

sábado, 31 de agosto de 2013

EM BREVE, SITE!

ATENÇÃO todos os seguidores e leitores do BLOG FUNDAMENTOS INABALÁVEIS!
Em breve, permitindo Deus, lançaremos nosso site. Já estou em diálogo com o designer responsável pela criação do nosso site. Será de caráter pessoal, uma vez que não estou mais ligado ao IBFI em termos de direção. O site contará com mais recursos - inclusive teremos uma aba só para downloads de pregações, palestras, etc. O nosso blog, no entanto, continuará existindo, em paralelo ao site, mas com as limitações próprias de um blog. Assim que o site estiver pronto, o link será postado aqui nesse blog e peço que nos ajudem na divulgação. A melhor publicidade é o leitor e leitora do nosso blog!
Minha gratidão a todos que tem lido nossos artigos, textos, etc.

Comunicado

Amigos e irmãos em Cristo, recentemente recebi o honroso convite de participar do CONSELHO TEOLÓGICO do ITEFI. Confiram o site (ainda está em construção:http://www.itefi.com.br/index.php/institucional/corpo-docente). Fico muito feliz em poder compartilhar com vcs isso, pois é uma honra para mim e um privilégio muito grande. Agradeço de coração a todos os que tem orado por mim, pela minha família e pelo meu ministério.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

COMUNICADO IMPORTANTE

COMUNICADO IMPORTANTE
            Em nossas vidas nos vemos muitas vezes diante de decisões difíceis a serem tomadas. Pois foi justamente diante de uma dessas decisões difíceis da vida que eu estive nas últimas semanas. Esta decisão dizer respeito à minha atuação junto ao IBFI – Instituto Bíblico Fundamentos Inabaláveis. Orei ao Senhor e pedi conselhos a alguns amigos íntimos e tomei minha decisão. O fato de eu vir a público informar isso é uma forma de respeito aos nossos alunos, colaboradores e parceiros desse projeto. Penso que devo sim uma satisfação a todos os que têm orado por esse projeto.
            O IBFI foi fundado por mim e pelo Pastor Richard Lazarini e desde a sua fundação, há mais de um ano e meio, eu venho atuando como Diretor Acadêmico, o que foi muito bom para mim, pois me conferiu experiência e aprendizado no labor teológico e na prática docente na área da educação cristã. Mas estou agora me desvinculando dessa função junto ao IBFI e entregando toda a direção do mesmo ao Pastor e amigo, Richard Lazarini, que a partir de agora estará à frente do IBFI sem a minha sociedade. Confesso que foram motivos (plural) que me levaram a tomar essa decisão, e um dos principais foi o fato de eu estar, atualmente, muito sobrecarregado de atividades. Só para compartilhar com o leitor, atualmente estou fazendo dois cursos paralelos – uma pós-graduação e uma complementação pedagógica – e a isso se somam outras responsabilidades, como preparação para ministrações, preparação de aula (pois continuarei atuando como professor de ensino teológico, enquanto Deus me conceder essa graça), elaboração de artigos e escrita de trabalhos referentes aos cursos que faço e em breve, permitindo Deus, ingressarei num estágio, uma exigência do curso de complementação que estou fazendo. Tudo isso, somado, tem requerido muito de mim. Reconheço que preciso de mais tempo para minha devoção a Deus, para minha família e para mim mesmo!
            Faço questão de deixar claro ainda que continuarei sendo amigo e colaborador do IBFI, as apostilas de minha autoria continuarão estando à disposição do IBFI e eu mesmo atuarei, como conversamos (eu e Richard) como professor do IBFI em aulas futuras. Embora não mais como sócio e Diretor Acadêmico, mas como amigo e parceiro desse seminário, continuo ligado ao IBFI. Quero deixar claro ainda que a minha saída foi muito tranqüila, minha conversa com o Richard foi de extremo equilíbrio e respeito, afinal, somos amigos e temos uma ótima convivência. Ele deixou claro que as portas do IBFI estarão abertas para mim e eu devolvo também com a mesma reciprocidade no sentido de continuar sendo servo do IBFI naquilo em que eu puder ser útil.
            Quero pedir suas orações, em meu favor, nesta nova etapa de minha vida. Estarei sempre à disposição do IBFI, tendo a alegria de servir no que for possível a esse seminário que aprendi a amar e sempre terá lugar reservado em meu coração.
Em Cristo,
Professor, Dr. Roney Ricardo.

Agosto de 2013.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Uma Noite Inesquecível

Abaixo, você poderá assistir ao vídeo da NOITE DA RESPOSTA FIEL, realizada nas dependências da Igreja de Nova Vida, do bairro Presidente Médice (Cariacica, ES), liderada pelo Pastor Renato. O evento consistiu numa sessão de perguntas e respostas, contando com a participação de sete teólogos. As perguntas foram bem elaboradas e muito bem respondidas pelos professores, abordando questões atuais e de alta relevância para o cristão e a Igreja. Foi um evento maravilhoso, que muito contribuiu para nosso aprendizado bíblico e teológico. Confira!


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Dificuldades Bíblicas

TEXTO BÍBLICO
Desvenda os meus olhos,
 para que eu contemple as maravilhas da tua lei”.
Salmo 119.18

REFLEXÃO
“Nenhum estudioso evangélico devidamente instruído tem o que temer diante dos argumentos e desafios hostis de racionalistas, ou detratores em geral, sejam quais forem seus credos religiosos ou posições teológicas. Há, na própria Escritura, resposta suficiente, capaz de refutar quaisquer acusações que possam ser arremessadas contra ela. Todavia, não se poderia esperar outra coisa do livro que a Bíblia afirma ser: o registro escrito da Palavra infalível e inerrante do Deus vivo”.
Gleason Archer, especialista em dificuldades bíblicas. 

INTRODUÇÃO
         A Bíblia foi escrita numa cultura distante da nossa num tempo muito distante do nosso. O último livro do cânon sagrado[1] a ser escrito foi Apocalipse, como bem sabemos, e isso há mais de 1.900 anos atrás. Há estudiosos renomados em biblicismo[2] que chegam a dizer que o Apocalipse possa ter sido escrito antes mesmo do ano 70 d.C., ao contrário da posição mais tradicional que aceita o ano 96 d.C. Como vemos, estamos muito distantes no tempo dos autores humanos da Bíblia. Há também muitos elementos culturais, religiosos e sociais no AT que se perderam no tempo e não tem mais nenhuma aplicação prática para o leitor contemporâneo, como vemos, por exemplo, no texto de Deuteronômio 23.12-14, que determina que os israelitas deveriam enterrar as fezes fora do acampamento. Podemos citar ainda as vestes sacerdotais com todos os seus arranjos e adornos, que tipificam Cristo, é verdade, mas para nós, hoje, não tem também nenhuma aplicação prática. E o que dizer ainda da diferença das línguas originais da Bíblia para a nossa língua, o português? Como bem sabemos, a Bíblia foi escrita em idiomas que praticamente nem são falados mais, tal como eram nos dias bíblicos. O AT foi escrito em hebraico e em aramaico, mas o hebraico bíblico, como a maioria dos filólogos bíblicos afirma, já nem existe mais, e não é diferente também com o grego koiné, em que foi escrito o NT. A Bíblia também possui declarações e ordens que chocam o leitor contemporâneo, textos enigmáticos e alguns até que são interpretados de formas diferentes pelos teólogos, como veremos em alguns exemplos logo a seguir. É a partir destes fatos que surgem as dificuldades bíblicas. É comum em vários casos o leitor da Bíblia, ao se deparar com determinados textos, pensar que a Bíblia contém erros. Mas será que o erro está na Bíblia ou no leitor da Bíblia? Aqui vemos a importância deste estudo. Diante dos fatos que expomos, é até natural que essas dificuldades existam. O leitor da Bíblia diante destes fatos pertinentes acaba muitas vezes até duvidando da inerrância bíblica e aí pode surgir em sua mente uma pergunta espinhosa: “Se a Bíblia é a Palavra de Deus, e Deus não pode falhar, como pode haver erros na Bíblia, que é a Palavra do Deus que não falha?” É para lidar com essa e outras questões que este trabalho foi preparado. Consideraremos alguns aspectos pertinentes a esta importante parte da Isagoge Bíblica[3], as Dificuldades Bíblicas; vejamos:

I – AS DIFICULDADES BÍBLICAS
         Como vimos no texto anterior, as dificuldades bíblicas existem, até para os mais abalizados estudiosos bíblicos. Mas afinal, o que são as dificuldades bíblicas? Respondemos: qualquer texto, seja no AT ou no NT, que gere determinada confusão na mente do leitor quanto à sua compreensão; pode ser também uma dada declaração bíblica de forte teor (ex. “...certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes” – Sl 75.8) ou ordens que para nós, hoje, seriam totalmente absurdas (ex. Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir... E lhes fez a seguinte advertência... Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias; e a ninguém saudeis pelo caminho” – Lc 10.1,2,4 – repare na ordem de Jesus de não saudar a ninguém pelo caminho – um ato de extrema grosseria?).
     
1. O Que são as Dificuldades Bíblicas?
         São textos que apresentam algum tipo de dificuldade de compreensão ao leitor. Essas dificuldades podem ser de várias ordens, como veremos adiante. Mas é importante que de antemão entendamos a diferença entre “dificuldade bíblica” e uma “contradição”. Uma contradição consiste em desacordo, desarmonia, atrito entre narrativas e eventos. Por exemplo, se alguém insistir em afirmar que o autor desta apostila é o Doutor Gleason Archer quando na verdade o autor é outro, e sabemos que o é, isso é uma contradição, contradição com os fatos. Contradição implica em falta de harmonia entre dois relatos. Mas é importante frisar que contradição não é o mesmo que diferença entre relatos. Dois relatos podem ser bem diferentes, mas estarem cada um, a seu modo, narrando o mesmo evento e sendo os dois relatos verdadeiros! É importante ressaltar que ao encontrar uma possível contradição bíblica podemos estar na verdade diante de relatos diferentes, mas relatos diferentes nem sempre são relatos contraditórios. Por exemplo, o caso do cego em Jericó. Mateus relata como dois cegos encontraram Jesus, enquanto Marcos e Lucas citam somente um. Contudo, nesse caso, os relatos diferentes (e não necessariamente divergentes) não se negam, mas são complementares um ao outro.
         Gostaria de incluir aqui, nesta definição do que são as dificuldades bíblicas, um segundo conceito, que considero importante também. Diante do que já foi exposto sobre a Bíblia na introdução desta lição (sobre o fato de que ela é um livro antigo, escrito em línguas diferentes e em cultura diferente da nossa, etc.), é muito comum que milhões de cristãos simples, sem alguma formação teológica, encontrem dificuldade de compreensão do texto bíblico. Tenho sido abordado por alguns irmãos que dizem a mim que lêem e lêem a Bíblia, mas não conseguem entender. Classificarei isso também como uma modalidade de dificuldade bíblica, haja vista esse fato tornar-se um empecilho à compreensão adequada das Escrituras, para muitos cristãos. Mais adiante comentaremos sobre as medidas que deve o cristão tomar para superar as dificuldades bíblicas e tomando essas medidas certamente ele obterá resultados positivos na compreensão correta do texto bíblico.
2. Áreas em que se dão as dificuldades bíblicas.
         As dificuldades bíblicas são catalogadas em grande número. Podemos afirmar com segurança que elas ultrapassam a casa de 800 exemplos! O livro intitulado Manual popular de dúvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia[4], de autoria dos doutores Norman Geisler e Tomas Howe, cataloga mais de 800 dificuldades que os críticos identificaram na Bíblia. Essas dificuldades ocorrem em várias áreas:
         - Moral (o caso do extermínio dos povos cananeus, o incesto de Ló, etc.);
         - Teológica (a “discrepância” entre Romanos e Tiago – fé e obras)
         - Matemática ou numérica (ex.: 1 Sm 6.19 – 50.070 ou 70 homens?);
         - Geográfica (o caso dos dois cegos de Jericó – Jesus entrava ou saía de Jericó?);
         - Histórica (o caso dos heteus);
         - Cultural (o exemplo da poligamia na vida de grandes personagens bíblicos);
         - Linguística (dificuldades oriundas de traduções imperfeitas para a língua receptora, no nosso caso, o português); um bom exemplo, que discutiremos depois, são os dois textos a seguir: Hebreus 11.21 e Gênesis 47.31 que relatam o mesmo episódio, mas divergem quanto a Jacó ter se apoiado sobre a extremidade do bordão ou sobre a cabeceira da cama.

CONCLUSÃO
         As dificuldades bíblicas não devem representar para nós motivo de desânimo no estudo contínuo da Bíblia, mas devem ser fator de propulsão para tal. Lembremo-nos que a Bíblia é a revelação de Deus aos homens e nela Ele deseja se fazer conhecido a nós; Ele quis que fosse assim e louvamos a Ele por isso! O erudito bíblico Norman Geisler afirma: “A Palavra escrita... é a autoridade de Deus para solucionar todas as disputas a respeito da doutrina ou da prática. É a Palavra de Deus nas palavras humanas; é a verdade divina em linguagem humana”.



[1] Cânon Sagrado – a referência é ao cânon protestante, que representa a coleção dos 66 livros divinamente inspirados por Deus, que se acham nas Bíblias protestantes.
[2] Biblicismo ciência que se ocupa do estudo da Bíblia.
[3] Isagoge Bíblica é o nome dado à disciplina da Teologia Bíblica que versa sobre a Bíblia, considerando a sua formação, cânon sagrado, cronologia bíblica, preservação e tradução dos textos bíblicos, usos e costumes dos povos bíblicos, etc. É também chamada de Bibliologia ou Introdução Bíblica.
[4] Publicado pela editora Mundo Cristão.

sábado, 22 de junho de 2013

Vídeo Explicativo sobre a Noite da Resposta Fiel

Abaixo, o vídeo onde o professor Roney Ricardo, Diretor Acadêmico, fala sobre a Noite da Resposta Fiel e convida a todos a participar deste importante evento na área da Educação Teológica!
Confira!


domingo, 16 de junho de 2013

Como havíamos prometido, a continuação do artigo "Dinossauro Social"

DINOSSAURO SOCIAL
         
     Muitas vezes, em função de nossas convicções bíblicas e teológicas, acabamos sendo considerados um pouco anti-sociais - retrógrados mesmo! O termo "fundamentalista" é muito utilizado nesse contexto em referência a pessoas que pensam de forma diferente em relação às posições teológicas liberais. Mas é preciso que se diga que os liberais muitas vezes são tão fundamentalistas quanto nós, os fundamentalistas oficiais! Se para manter e defender convicções teológicas conservadoras serei considerado umdinossauro social, aceito o desafio.
     Recentemente, quando participava de uma interessantíssima aula de Ciência e Religião, tive algumas convicções teológicas que trago comigo há anos muito confrontadas pelo professor que nos ensinava a matéria. Aliás, acredito que naquela sala, onde estavam mais de 30 alunos, isso deve ter acontecido com outros também. O professor mesmo deu a este fato o nome de “desconstrução”. Num momento da aula, ele usou a ideia de uma caixa e nos convidou a olharmos para fora dela, ainda que por meio de orifícios. Ele referia-se, é claro, à construção teológica que recebemos como herança de nossas denominações (bem, pelo menos foi o entendimento que obtive dessa comparação). Minha intenção neste artigo não é depreciar o próprio professor (talvez ele leia este artigo) e nem mesmo os outros que acreditam como ele. Mas estou convicto de que as pessoas que pensam diferente também têm o direito de manifestar-se. Creio que por pensarmos diferentes não somos necessariamente fundamentalistas (no sentido pejorativo do termo) e nem retrógrados e ultrapassados. Minha intenção com este artigo é justamente trazer uma resposta que possa ter coerência, porque sinto muitas vezes em sala de aula que alunos como eu acabam sendo, ainda que sutilmente, discriminados nesse sentido. Por educação, eu não poderia ficar o tempo todo dialogando com as propostas apresentadas pelo professor, afinal, eu atrapalharia sua aula. Mas tenho aqui um espaço para manifestar-me e manifestar minha preocupação com linhas de pensamento assim. Passarei a expor minhas razões citando alguns dos pontos que o professor destacou e dando então meu parecer teológico (e de muitos outros) concernentes aos assuntos ali abordados, haja vista que teólogos de peso, no mundo todo, defendem os fundamentos e absolutos teológicos que passarei a esposar aqui:
     
         O relato da criação de Gênesis. O professor se posicionou como um ex-criacionista e usou a seguinte expressão: “Graças a Deus eu não sou mais criacionista”. Aquilo me chocou, confesso. Ele apresentou o Bing Bang como um meio que Deus poderia ter usado para criar o Universo e a história prossegue... Mas penso que associar a origem do Universo e de todas as coisas, relatadas no Gênesis, à uma grande explosão, torna a origem de todas as coisas algo muito próximo do produto do mero acaso, o que é totalmente inviável já que a Bíblia mostra que o Universo é produto da criação de Deus, da vontade deliberativa de Deus. As duas coisas não casam. Outro fato notável é que a Bíblia mostra-nos Deus criando de maneira imediata e acabada, não uma criação (criação!?) que teria se desenvolvido (evoluído) ao longo de milhões de anos. Não tenho problema algum em pensar que Deus teria criado o mudo em seis dias, como diz o Gênesis, afinal, estamos falando de um Deus Todo-Poderoso.

           Verdade absoluta. Há teólogos que questionam também o conceito de verdade absoluta, afinal, quando Jesus esteve aqui como homem, haviam três vias de conhecimento da verdade: a grega, a romana e a judaica. No Antigo Testamento a verdade é constituída de um conjunto de preceitos, no Novo Testamento a verdade não seria um conjunto de preceitos, mas uma Pessoa - Jesus - sem dúvida, uma mudança radical no sentido de verdade, é o que defendem. Mas aqui também eu questiono esse posicionamento, essa relativização da verdade, pois sabemos (qualquer hermeneuta bíblico sabe disso) que a revelação bíblica é progressiva. No Antigo Testamento temos a anunciação, no Novo temos o cumprimento desta anunciação. Jesus se apresenta como sendo Ele próprio a Verdade, mas é preciso que se diga que isso se dá porque ninguém melhor do que Ele proferiu tanto a Verdade. Jesus trabalhou sim com um conjunto de conceitos que constituem a Verdade do Reino. Não é de se admirar que Ele se auto-declare a Verdade, pois João afirma que Ele é a Palavra Encarnada... Aliás, o próprio Jesus disse: "A tua Palavra é a verdade" (Jo 17.17). Ora, o mesmo Novo Testamento que afirma que Jesus é a Verdade afirma também que a Palavra é a Verdade. Pensemos nisso.

     Aqui você não terá escolinha dominical!
     Nesta mesma aula de Ciência e Religião vi um aluno pedir a palavra e durante sua fala dizer que ao chegar àquela faculdade, alguém havia lhe dito que ali ele não teria mais aulas de "escolinha dominical!" Confesso que fiquei surpreso (muito!) com a maneira como aquele irmão referiu-se à Escola Dominical, diminuindo-a em relação ao ambiente acadêmico em que estávamos. É bem verdade que numa faculdade teológica a abordagem de determinados assuntos é muito mais profunda do que num ambiente de Escola Dominical, mas penso que isso não justifica referir-se à ela como "escolinha", como que dando a entender que "agora que cheguei à faculdade estou iluminado!" É bem verdade ainda que a Escola Dominical tem suas limitações (e muitas!), digo isso com propriedade, pois sou professor  nela há mais de 15 anos, embora hoje, por exiguidade de tempo esteja um pouco afastado de minhas atividades docentes na Escola Dominical. Mas é verdade também que qualquer faculdade teológica ou secular também tem suas limitações. Por exemplo, uma faculdade teológica (inclusive aquela onde estávamos), não consegue alcançar todas as faixas etárias com ensino bíblico de qualidade como faz a Escola Dominical! A Escola Dominical numa igreja exerce uma série de benefícios para ela, dentre eles cito:
     * a integração dos novos convertidos;
     * o melhor agrupamento dos membros da igreja;
     * colabora para a formação de bons obreiros na igreja;
     * é a maior agência de ensino bíblico para a Igreja do Senhor e,
     * colabora diretamente para a formação do bom caráter cristão nos crentes.
     Sendo assim, penso que uma pessoa deveria repensar sua fala antes de pronunciar "escolinha dominical", usando o diminutivo, no sentido de diminuir qualitativamente essa fundamental agência de ensino bíblico e de ação social da Igreja, que a Escola Dominical.

     Não se prenda a conceitos!
     É muito comum em ambiente acadêmicos os professores procurarem mexer com a base de conhecimento prévio de seus alunos. Eu vi isso e isso é bem frequente nas faculdades. Penso que isso deve ser feito, pois eu também o faço com meus alunos. Mas por experiência na área docente também reconheço que isso precisa ser feito com responsabilidade, porque o que estamos vendo muitas vezes é nada mais do que o professor querendo impor sobre seus alunos sua crença pessoal como verdade final no referido assunto. Embora o professor em sala de aula possa até ser muito educado, às vezes deixa isso acontecer. Nessa referida aula, o nosso professor em um dado momento disse: "Graças a Deus não sou criacionista!" Ora, é um direito dele não ser criacionista, não ser evolucionista, ser assim ou assim... Mas se ele profere uma frase como essa, numa sala com mais de trinta alunos, certamente estará de alguma forma agredindo alguns alunos que são criacionistas, dentre eles eu mesmo! Essa frase soou para mim como que colocando os criacionistas numa situação estranha, talvez inferior, pelo modo como o professor falou. É quase como você dizer num culto evangélico: "Graças a Deus não sou católico!" ou ainda "Graças a Deus não sou espírita" ou ainda "Graças a Deus não sou maçom!" E as pessoas católicas, espíritas ou até mesmo maçons que ali estiverem? Em um dado momento da aula, argumentou-se que nós, teologandos, não devemos nos prender a conceitos! Ora, nos prenderemos ao que então? Ao relativismo, que nos leva a tudo e ao mesmo tempo não nos leva a nada!? Prefiro me prender aos fundamentos inabaláveis da Bíblia Sagrada, Livro este que tem se mostrado infalível ao longo dos séculos! (bem, eles também contestam a infalibilidade da Bíblia... fazer o quê?) 

     O teísmo aberto 
     A falácia do teísmo aberto é atraente para algumas pessoas, mas sinceramente, percebo que ela não resiste à um escrutínio bíblico. Norman Geisler designa o Teísmo Aberto como “Arminianismo Extremo”. Clarck Pinnock, John Sanders, John Cobb, Greggory Body, David Basinger são nomes alinhavados nesta perspectiva. O Teísmo Aberto/Arminianismo Extremado (também chamado de Teologia Relacional ou Neoteísmo) afirma que o amor é o principal atributo de Deus, sobreposto aos demais. Destarte, por amar as Suas criaturas, para que elas sejam verdadeiramente livres, Ele se autolimita a determinar suas escolhas. Ademais, o futuro não existe. Como Deus conhece apenas o que é existente, Deus não conhece o futuro, pois ele ainda não existe. Deus conhece apenas o que Ele determina que acontecerá. Assim também, Deus muda. Vai de encontro a Sl 147.5; Is 46.10; Sl 139.1-6; Ef 1.4; Rm 8.29; 1Pe 1.2; At 1.20.
     Abaixo, uma carta-aberta do Pastor Eros Pasquini ao Pastor Ricardo Gondim, onde ele rebate alguns argumentos propostos pelo Pastor Gondim em um artigo por ele publicado e intitulado "Quem Deus Ouviu Primeiro", onde ele expõe alguns elementos do chamado "Teísmo Livre" (uma forma do Teísmo Aberto); leiamos:

"Gondim me assusta! Em lugar de ser um “ministro da reconciliação”, num momento crítico da humanidade, ele se constitui num “ministro da tragédia”, alguém que, em lugar de aproveitar a oportunidade para firmar nossa convicção no Deus da Bíblia, parece se fascinar em semear dúvida... como se Deus estivesse perdendo Sua soberania, Sua onipotência, onipresença, etc.!

Você gostaria de passar a eternidade com o Deus que Gondim descreve? Eu não!!

“[Deus] não pode evitar a catástrofe asiática”...

“...o Deus da Bíblia soberanamente criou o universo, mas ao formar mulheres e homens, abriu mão de sua Soberania para estabelecer relacionamentos verdadeiros”...

Desde quando um Deus Soberano é um Deus a Quem nós possamos “entender”, “explicar Seus atos”, exceto naquilo que Ele mesmo se dignou, por graça e misericórdia, nos revelar através da Bíblia e de Jesus?
“Não aceito que Deus, para alcançar seu propósito, produza um sofrimento brutal em tanta gente miserável, que não pediu para nascer na beira de uma praia paupérrima”. A Bíblia de Gondim deve estar desprovida de Romanos 9.13-24! ...terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão... a Escritura diz ao faraó: “Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda terra”... Quem é você, ó homem, para questionar a Deus?

“ Não aceito que Deus... Quem é você, ó Gondim, para questionar a Deus? Desde quando Deus nos deve satisfação do que faz? Não é o recado claro que Deus dá a Jó (38-41)? À luz das declarações de Gondim, como ficam versículos como Jó 42.2: Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado?
É claro que eu, também, como você e como Gondim, venho assistindo a tudo, perplexo, com lágrimas nos olhos, coração inquieto, inevitavelmente recorrendo à pergunta humana e natural “por quê?”, por vezes, principalmente pelos milhares que morreram sem Cristo, e pensando em tantos de nossos irmãos que perderam tudo que possuíam e também seus queridos (os irmãos que morreram, apesar do modo, estão com Cristo!) e estão lutando, em seus corações com conceitos como Soberania, Bondade, Amor de Deus, etc. Essa luta todos temos (os da Ásia, é claro, em grau além do que possamos imaginar). Mas Deus nos deu Sua Palavra - livros como Jó, situações como a de Oséias (ordenado por Deus a casar-se com uma mulher adúltera), como a de Ezequiel [livro de inconfundível relatar da Soberania de Deus em ação, onde Deus tem a liberdade de condenar, estando igualmente livre para ser misericordioso], onde o profeta é informado pelo SENHOR que perderá a mulher e é proibido de chorar a perda (24.15-18) para poder comunicar uma mensagem clara de Deus ao povo impenitente... a Bíblia de Gondim não tem esses textos? Pior que tem...
“A não-onipotência de Jesus Cristo é semelhante à não-onipotência de Jeová?” Quando Gondim solta uma pergunta assim, ele está revelando ignorância de um “pilar” da Cristologia - a unidade hipostática (união em uma única Pessoa, das naturezas humana e divina), querendo atribuir a Deus Pai uma humanidade que não possui, ou ele está querendo minar intencionalmente a confiança das pessoas no Deus que é:
    • Espírito
    • Vida
    • Perfeito
    • Único
    • Eterno
    • Santo
    • Transcendente
    • Auto-suficiente
    • Infinito
    • Imutável
    • Onipotente
    • Onipresente
    • Onisciente
    • Soberano
    • Fiel
    • Amor
    • Luz
    • Verdade
    • Bom
    • Sábio
    • Justo
    • Misericordioso
    • Gracioso
    • Irado (contra o pecado e os ímpios)
    • Perdoador
    • Paciente
    • Reto
    • ...?

“Acredito que diante duma tragédia dessa magnitude precisamos repensar alguns conceitos teológicos.... [como Soberania, Onipotência]... dentro dos paradigmas das ciências sociais pós-modernas”. Essa é MUITO inquietante! Gondim certamente já leu a respeito de uma tragédia ligeiramente maior, chamada Dilúvio, provocada por Deus para julgar a malignidade humana, ou ele acha que isso é mito? Quantos morreram naquela “tragédia”? Com certeza, mais que 155,000!

“Diante duma tragédia dessa magnitude”, ele diz, sugerindo, nas entrelinhas, que sofremos mais hoje em dia. Vejo isso como um egocentrismo simplório, como se o mundo jamais tivesse experimentado outras catástrofes: o que dizer do terremoto de Shansi, China, que em 1556 matou 830,000 pessoas? Da inundação de 1887 na mesma China, que ceifou a vida de 1 milhão de pessoas? Do ciclone que em 1997 matou 300,000 no Paquistão e Bangladesh?
Até quando vamos nos calar diante de líderes cuja cosmovisão passa primeiro pelo filtro da mente humana, interpretando a História com base no raciocínio, na observação, na experiência e na sabedoria humanos, fazendo das ciências sociais o parâmetro, forçando a Bíblia - a auto-revelação inerrante e suficiente do Deus Soberano, Criador e Sustentador dos céus e da terra e nosso Salvador/Senhor - a ter que se encaixar com o que o homem, no auge de sua arrogância, pensa? 1 Coríntios 1.18-2.5 trata disso!
“ ...espero que minhas intuições estejam me conduzindo no rumo certo”, diz Gondim. A Bíblia responde: O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jr 17.9). Ouve quem quer!
Será que vamos assistir a esse “sutil (embora nem tanto)” ressurgimento pós-moderno da neo-ortodoxia (misturada com deísmo), calados? Infelizmente, há bastante gente em nossas igrejas que está lendo e ouvindo homens que têm esse tipo de convicção. Há líderes que estão preferindo dar ouvidos a discursos como esse a “mergulhar nas Escrituras” à busca de respostas... dá menos trabalho! Esse tipo de interpretação da História está brotando em muitos seminários outrora sérios para com a Palavra de Deus e está gerando “líderes” que têm esse discurso de um deus impotente, de um dualismo que mais parece um Luke Skywalker sendo cada dias mais vencido por Darth Vader.
Solução? Judas 3, caríssimos! precisamos batalhar pela fé de uma vez por todas confiada aos santos!

Estamos vivendo dias na igreja brasileira que se chama pelo nome de Jesus Cristo em que precisamos atentar, mais do que nunca, criteriosamente à exortação de Paulo: Pregue a Palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. (2 Tm 4.2-4).

Maranata!
Eros Pasquini"


Em Cristo,
esperando ter contribuído,
Prof. Roney Ricardo.