sábado, 25 de maio de 2013

Inspiração do Antigo Testamento



A Inspiração do AT

Reivindicações do AT quanto à sua inspiração:
a.    O caráter profético do AT – os profetas eram chamados “homens de Deus” (1 Re 12.22). Era chamado também de “servo do Senhor” (1 Re 14.18).
b.    Os próprios escritores véterotestamentários reconheciam a inspiração divina sobre eles para escreverem os textos sagrados: "... Eu não era profeta, nem filho de profeta [...]. Mas o Senhor [...] me disse: Vai, profetiza ao meu povo Israel" (Am 7.14,15); "O Espírito do Senhor fala por mim, e a sua palavra está na minha boca" (2Sm 23.2); Moisés, o grande legislador e libertador de Israel, é denominado profeta (Dt 18.15; Os 12.13). Josué, sucessor de Moisés, era considerado profeta de Deus (Dt 34:9). Samuel, Natã e Gade foram profetas que escreveram (1Cr 29.29), da mesma forma que Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze profetas menores.
c.    “Assim diz o Senhor...” – expressão que ocorre em toda a Bíblia por 2.600 vezes e expressões similares como “Então falou Deus todas estas palavras..." (Êx 20.1) e "... o Senhor falou a Moisés..." (e.g., 1.1; 2.1; 4.1) ocorrem por 1000 vezes aproximadamente.

O Apoio do NT quanto à inspiração do AT
a.    Algumas vezes o NT se refere ao AT como “Escritura” que “é, de longe, o termo mais comum usado no Novo Testamento em referência ao Antigo. De acordo com Paulo, "Toda Escritura [Antigo Testamento] é inspirada por Deus" (2Tm 3.16). Disse Jesus: "A Escritura não pode ser anulada" (Jo 10.35). Com freqüência o Novo Testamento emprega o plural, Escrituras, para referir-se à coleção de escritos judaicos dotados de autoridade divina. Respondeu Jesus aos fariseus: "Nunca lestes nas Escrituras?" (Mt 21.42) e "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus" (Mt 22.29). O apóstolo Paulo "discutiu com eles sobre as Escrituras" (At 17.2), e os crentes de Beréia examinavam "cada dia nas Escrituras" (At 17.11). Nessas e em muitas outras referências, o Novo Testamento reconhece que o Antigo Testamento como um todo são escritos inspirados por Deus.
b.    
    Palavra de Deus é outra expressão usada para se referir ao AT. Em Marcos 7.13, Jesus acusou os fariseus de invalidar "a palavra de Deus", e empregou a expressão como sinônimo de "Escrituras".
c.    
     A Lei e os Profetas ou Moisés e os Profetas é o segundo título mais aplicado pelo NT ao AT – Mt 5.17; 7.12; Lc 16.16; At 24.14 e 13.15.

Por Roney Ricardo (roneycozzer@hotmail.com)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Crítica Textual com Dr. Rodrigo Silva


Detalhes de Algumas Nôminas Sacras

O que é uma "Nômina Sacra"?
          Nada mais é do que uma abreviação em manuscritos (sigla: mss) gregos para nomes sagrados - daí o termo "nômina sacra" (nome sagrado). As palavras que foram escritas seguindo esta regra são as nomeações de Deus, Jesus, Senhor e Cristo. Mas há outras também como Filho, Espírito, etc. No exemplo abaixo, temos a imagem do P46 (papiro 46), que contém textos paulinos. As letras gregas circundadas em vermelho são as nôminas sacras.


Abaixo, as principais nôminas sacras



Crítica Textual












sábado, 11 de maio de 2013

REVOLTA!

E-mail enviado ao Jornal Mensageiro da Paz, em 11 de Maio de 2013 - Um Protesto!

Segue-se abaixo o e-mail que enviei ao Jornal Mensageiro da Paz protestando contra a matéria de capa intitulada "Convenção Geral em Brasília Conserva Identidade da AD". Leia ipsis literis abaixo:
"Olá, paz do Senhor redação do MP!
Meu nome é Roney Ricardo e sou membro da AD de Cariacica, ES.
Gostaria de expressar aqui minha opinião sobre a referida matéria na edição de Maio deste ano,
sob três aspectos:
1) como membro que sou da AD há mais de 10 anos,
2) como leitor deste importante veículo de comunicação, o MP e,
3) como assinante do MP.
Acredito que isso me dá o direito de comentar o texto do MP.
Confesso que senti asco ao ler o título "CONVENÇÃO GERAL EM BRASÍLIA CONSERVA IDENTIDADE DA AD" na edição deste mês.
Sinceramente, se eu pudesse ter votado (sou presbítero), possivelmente teria votado numa terceira via,
pois acho que tanto o Pr. José Welington como o Pr. Samuel Câmara estão com suas imagens muito desgastadas
em função desta famigerada corrida eleitoral (infelizmente). Meu sentimento de repulsa ao ler tal manchete é
pelo fato de perceber que um instrumento de comunicação tão importante está sendo usado de maneira unilateral,
para beneficiar a imagem do Pr. José Welington e maldizer a figura do Pr. Samuel, ainda que de forma velada, como
que dizendo que caso ele fosse eleito a identidade da AD no Brasil seria perdida, já que
"CONVENÇÃO GERAL EM BRASÍLIA CONSERVA IDENTIDADE DA AD" com re-re-re-re... eleição do
Pr. José Welington. Quero lhes fazer uma pergunta, à vocês que trabalham na redação do MP:
o que vocês entendem por "identidade" da AD? Usos e costumes?
É a esse nível que vocês baixam a identidade de uma denominação colossal e com uma história tão linda como
a AD no Brasil? Porque do ponto de vista teológico e doutrinário eu realmente não consigo acreditar que o Pr. Samuel
retiraria ou mudaria a identidade doutrinária da AD no Brasil caso fosse eleito.
Mas está claro que não foi a isso que vocês se referiram.
Vejo na vossa matéria dois erros graves:
1) reduzir a identidade da AD à usos e costumes, ainda que indiretamente
(até acredito que a questão dos usos e costumes seja relevante, mas não é o principal) e,
2) julgar o Pr. Samuel por algo que ele sequer fez, afinal, mais uma vez ele não foi eleito.
Uma vez que a matéria é de utilidade pública e de livre circulação, segue-se que ela também
está sujeita à crítica, tal como eu faço agora e, portanto, publicarei, possivelmente, este e-mail
enviado a vocês em nosso blog (BLOG FUNDAMENTOS INABALÁVEIS) e em meu facebook, como
uma forma de protesto contra uma atitude tão hedionda assim: utilizar um patrimônio da AD no Brasil
- o MP - para o benefício e uso particular de uma pessoa ou de uma ala.
Espero que o MP seja usado para a divulgação do evangelho de Cristo e o e benefício da nossa querida
denominação, a AD no Brasil e não para questões particulares de A ou B.
Em Cristo,
mas indignado, confesso!
Irmão Roney Ricardo."

domingo, 5 de maio de 2013

Sobre a Canção "Filho Meu"

Prezado Leitor,
acabei de receber um e-mail de um amigo solicitando-me a análise da canção "Filho Meu", de Thalles Roberto, que está no vídeo abaixo: 


Gostaria de fazer aqui algumas considerações, de cunho pessoal, buscando base bíblica,
buscando base eclesial, sem pretender de forma alguma dirigir-me diretamente ao cantor da canção, usando a canção apenas como um exemplo entre tantas outras que seguem na mesma linha e sem ser hermético demais, no entanto; vamos lá:

1º) Particularmente, não aprecio este stilo, pelas seguintes razões:
a) o cantor se comporta no clip como um cantor e como um ator secular!
b) a letra do hino exagera atribuindo a Deus sentimentos humanos e características que não combinam com a Divindade, tipo o que aconteceu no livro A Cabana, onde o autor do livro chegou a comparar Deus a uma mulher negra fazendo café e o Espírito Santo a uma mulher oriental; é claro que entendi a mensagem do autor do livro, mas considero isso um excesso - Deus é Deus!; o cantor desta canção faz algo parecido: "porta na cara doeu... Eu acho que paguei Um preço alto demais Eu tenho tantas coisas Pra viver com você"; me desculpe, mas "eu acho" e outras coisas desse tipo definitivamente não combinam com Deus;

2º) Em muitos casos, a letra do hino é até razoável (como acontece com essa canção), mas louvor que é louvor precisa ser com contrição, reverência, santo temor, e digo isso sem por na balança aqui o ritmo (mesmo ritmos acelerados!). O verdadeiro louvor deve levar-nos a Deus, deve levar-nos a olhar para cima, deve "esmagar" o nosso coração diante do altíssimo e funcionar como uma "navalha" que rasga a nossa alma perante o Eterno; o verdadeiro louvor tem a Deus no centro e é feito sem excessos, pois o seu alvo é Cristo! Vivemos num tempo em que os cantores cristãos se comportam como cantores seculares, em vários aspectos, e isso claramente em busca de status, de maior vendagem de CDs e DVDs. Quando vejo canções cantadas assim, dessa forma, lamento muito! Não foi o esse o Cristianismo que recebemos da Bíblia. É importante ressaltar aqui que não estou pondo em cheque a vida espiritual do cantor, mas mesmo uma pessoa com todas as boas intenções pode cometer os erros que estou alistando aqui, inclusive eu mesmo (que Deus me guarde). 

3º) Também não aprecio esse stilo porque ele não colabora em nada em termos de evangelização. Dizer que devemos utilizar esses stilos para alcançar as pessoas com o evangelho é um argumento obsoleto e sem base bíblica alguma. Já estamos "carecas" de saber (talvez nem tanto assim!) que o evangelho é contra-cultura, é contra-mão, é cruz, é diferença, é abnegação.

Espero ter ajudado!
Oremos pelos cantores gospel!
Profº Drº Roney Ricardo