domingo, 5 de maio de 2013

Sobre a Canção "Filho Meu"

Prezado Leitor,
acabei de receber um e-mail de um amigo solicitando-me a análise da canção "Filho Meu", de Thalles Roberto, que está no vídeo abaixo: 


Gostaria de fazer aqui algumas considerações, de cunho pessoal, buscando base bíblica,
buscando base eclesial, sem pretender de forma alguma dirigir-me diretamente ao cantor da canção, usando a canção apenas como um exemplo entre tantas outras que seguem na mesma linha e sem ser hermético demais, no entanto; vamos lá:

1º) Particularmente, não aprecio este stilo, pelas seguintes razões:
a) o cantor se comporta no clip como um cantor e como um ator secular!
b) a letra do hino exagera atribuindo a Deus sentimentos humanos e características que não combinam com a Divindade, tipo o que aconteceu no livro A Cabana, onde o autor do livro chegou a comparar Deus a uma mulher negra fazendo café e o Espírito Santo a uma mulher oriental; é claro que entendi a mensagem do autor do livro, mas considero isso um excesso - Deus é Deus!; o cantor desta canção faz algo parecido: "porta na cara doeu... Eu acho que paguei Um preço alto demais Eu tenho tantas coisas Pra viver com você"; me desculpe, mas "eu acho" e outras coisas desse tipo definitivamente não combinam com Deus;

2º) Em muitos casos, a letra do hino é até razoável (como acontece com essa canção), mas louvor que é louvor precisa ser com contrição, reverência, santo temor, e digo isso sem por na balança aqui o ritmo (mesmo ritmos acelerados!). O verdadeiro louvor deve levar-nos a Deus, deve levar-nos a olhar para cima, deve "esmagar" o nosso coração diante do altíssimo e funcionar como uma "navalha" que rasga a nossa alma perante o Eterno; o verdadeiro louvor tem a Deus no centro e é feito sem excessos, pois o seu alvo é Cristo! Vivemos num tempo em que os cantores cristãos se comportam como cantores seculares, em vários aspectos, e isso claramente em busca de status, de maior vendagem de CDs e DVDs. Quando vejo canções cantadas assim, dessa forma, lamento muito! Não foi o esse o Cristianismo que recebemos da Bíblia. É importante ressaltar aqui que não estou pondo em cheque a vida espiritual do cantor, mas mesmo uma pessoa com todas as boas intenções pode cometer os erros que estou alistando aqui, inclusive eu mesmo (que Deus me guarde). 

3º) Também não aprecio esse stilo porque ele não colabora em nada em termos de evangelização. Dizer que devemos utilizar esses stilos para alcançar as pessoas com o evangelho é um argumento obsoleto e sem base bíblica alguma. Já estamos "carecas" de saber (talvez nem tanto assim!) que o evangelho é contra-cultura, é contra-mão, é cruz, é diferença, é abnegação.

Espero ter ajudado!
Oremos pelos cantores gospel!
Profº Drº Roney Ricardo

2 comentários:

  1. Paz e Graça Irmão!

    Esta semana estive em um forum na Faculdade e lá debatemos as teses de Bosch sobre evangelização. Um breve texto sobre a minha contribuição ao forúm, ao final irei colocar o meu ponto de vista quanto ao "Mundo Gospel", a seguir o comentario do forúm; "Sem dúvidas Bosch nos leva a refletir sobre Missões na atual comunidade, muitas pessoas definem missão simplesmente em "entregar Panfletos". Ao analisar a tese de Bosch vemos que a uma diferença de numero (plural e singular) da palavra Missão, quando expressa no singular está relacionada a "Missão de Deus", ou seja, a auto-revelação de Deus como Aquele que ama o Mundo, onde pode ser visto claramente em JO 3.16, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Já no Plural vemos Missões como algo relativo a Igreja, relacionadas aos locais, tempos, necessidades, de participação da Missão de Deus.
    Podemos observar o destaque da abrangência de missões, algumas pessoas no sec XXI, ainda vivem um mundo de "Missões Fechadas" aonde acham que missões é simplesmente entregar panfletos nas ruas, não têm a mínima ideia do que trata o evangelismo e não consegue distinguir ele de Missões, pensando que seja a mesma coisa, com isso nasce uma dificuldade de compreender a grande abrangência do assunto "MISSÃO".
    Retomando ao ponto anterior, gostaria de fazer uma observação quanto a evangelização atual, muitas igrejas ainda se prendem ao modelo de panfletos e não abrem mão de novos métodos de evangelização, dizem; "é muita modernidade, preferimos seguir os padrões estabelecido no passado". Bom vamos então analisar os recursos disponíveis no passado, tínhamos um péssimo avanço da tecnologia em nosso país em algumas décadas atrás, a literatura sempre muito fraca em cidades do interior, pouca leitura, pouca fonte de informação, tecnologia muito baixa, com relação aos países desenvolvidos, enfim, o que restava de recurso eram meios fáceis de comunicação cujo custo não fosse alto e que as pessoas pudessem perceber o valor da informação, analisando este ponto, podemos dizer que os nossos irmãos do passado investiram numa tecnologia de ponta da sua época, não havia muitos recursos para tal evangelização, hoje se apegar a estes recursos (Não estiou dizendo que seja ineficaz) e dizer que novos recursos são inválidos é o mesmo que desconsiderar as possibilidades de um evangelismo eficaz, os nossos irmãos do passado usaram o que tinham em mãos para fazer valer aos corações das pessoas o que definiu muito bem o nosso irmão Bosch sobre evangelização; (a) "Evangelização é a proclamação da salvação, em Cristo, às pessoas que não crêem nele, chamando-as ao arrependimento e à conversão, anunciando o perdão dos pecados e convidando-as a tornar-se membros vivos da comunidade terrena de Cristo e a começar uma vida de serviço aos outros no Poder do Espírito Santo"; (b) " Evangelismo é anunciar que Deus, Criador e Senhor do universo, interveio pessoalmente na história humana e o fez derradeiramente através da pessoa e do ministério de Jesus de Nazaré, que é o Senhor da história, o Salvador e o Libertador. Nesse Jesus, encarnado, crucificado e ressuscitado, o reinado de Deus foi inaugurado"; (c) Resposta -> "O chamamento visa a mudanças específicas, a renunciar a evidências do domínio do pecado em nossas vidas e a aceitar responsabilidades em termos do amor de Deus por nosso próximo"; (d) convite -> "Evangelizar é comunicar alegria" .....
    Ficamos com o que Paulo nos disse; "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.1 Coríntios 9:22-23".

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom, vivemos em mundo aonde a procura está grande, porém essa procura muita das vezes (Não julgo o caso acima)é para ver que vai ser o "Cara" da vez, mas se verificarmos o papel da igreja junto a sociedade, vemos que tudo aquilo que foge dos principios biblicos com relação a pessoa de Jesus, são dignos de uma analise, ex.: Divindade de Cristo, Jesus como o Filho de Deus, Foco na Morte e ressureição de Jesus, o Sacrificio da Cruz, Jesus como o caminho, Jesus como aquele que veio para libertar o mundo,ou seja quando fugimos destes assustos listados acima, deixamos de desepenhar o papel missionario da Igreja e simplimente satisfazemos o nosso eu.

      Excluir