sábado, 22 de junho de 2013

Vídeo Explicativo sobre a Noite da Resposta Fiel

Abaixo, o vídeo onde o professor Roney Ricardo, Diretor Acadêmico, fala sobre a Noite da Resposta Fiel e convida a todos a participar deste importante evento na área da Educação Teológica!
Confira!


domingo, 16 de junho de 2013

Como havíamos prometido, a continuação do artigo "Dinossauro Social"

DINOSSAURO SOCIAL
         
     Muitas vezes, em função de nossas convicções bíblicas e teológicas, acabamos sendo considerados um pouco anti-sociais - retrógrados mesmo! O termo "fundamentalista" é muito utilizado nesse contexto em referência a pessoas que pensam de forma diferente em relação às posições teológicas liberais. Mas é preciso que se diga que os liberais muitas vezes são tão fundamentalistas quanto nós, os fundamentalistas oficiais! Se para manter e defender convicções teológicas conservadoras serei considerado umdinossauro social, aceito o desafio.
     Recentemente, quando participava de uma interessantíssima aula de Ciência e Religião, tive algumas convicções teológicas que trago comigo há anos muito confrontadas pelo professor que nos ensinava a matéria. Aliás, acredito que naquela sala, onde estavam mais de 30 alunos, isso deve ter acontecido com outros também. O professor mesmo deu a este fato o nome de “desconstrução”. Num momento da aula, ele usou a ideia de uma caixa e nos convidou a olharmos para fora dela, ainda que por meio de orifícios. Ele referia-se, é claro, à construção teológica que recebemos como herança de nossas denominações (bem, pelo menos foi o entendimento que obtive dessa comparação). Minha intenção neste artigo não é depreciar o próprio professor (talvez ele leia este artigo) e nem mesmo os outros que acreditam como ele. Mas estou convicto de que as pessoas que pensam diferente também têm o direito de manifestar-se. Creio que por pensarmos diferentes não somos necessariamente fundamentalistas (no sentido pejorativo do termo) e nem retrógrados e ultrapassados. Minha intenção com este artigo é justamente trazer uma resposta que possa ter coerência, porque sinto muitas vezes em sala de aula que alunos como eu acabam sendo, ainda que sutilmente, discriminados nesse sentido. Por educação, eu não poderia ficar o tempo todo dialogando com as propostas apresentadas pelo professor, afinal, eu atrapalharia sua aula. Mas tenho aqui um espaço para manifestar-me e manifestar minha preocupação com linhas de pensamento assim. Passarei a expor minhas razões citando alguns dos pontos que o professor destacou e dando então meu parecer teológico (e de muitos outros) concernentes aos assuntos ali abordados, haja vista que teólogos de peso, no mundo todo, defendem os fundamentos e absolutos teológicos que passarei a esposar aqui:
     
         O relato da criação de Gênesis. O professor se posicionou como um ex-criacionista e usou a seguinte expressão: “Graças a Deus eu não sou mais criacionista”. Aquilo me chocou, confesso. Ele apresentou o Bing Bang como um meio que Deus poderia ter usado para criar o Universo e a história prossegue... Mas penso que associar a origem do Universo e de todas as coisas, relatadas no Gênesis, à uma grande explosão, torna a origem de todas as coisas algo muito próximo do produto do mero acaso, o que é totalmente inviável já que a Bíblia mostra que o Universo é produto da criação de Deus, da vontade deliberativa de Deus. As duas coisas não casam. Outro fato notável é que a Bíblia mostra-nos Deus criando de maneira imediata e acabada, não uma criação (criação!?) que teria se desenvolvido (evoluído) ao longo de milhões de anos. Não tenho problema algum em pensar que Deus teria criado o mudo em seis dias, como diz o Gênesis, afinal, estamos falando de um Deus Todo-Poderoso.

           Verdade absoluta. Há teólogos que questionam também o conceito de verdade absoluta, afinal, quando Jesus esteve aqui como homem, haviam três vias de conhecimento da verdade: a grega, a romana e a judaica. No Antigo Testamento a verdade é constituída de um conjunto de preceitos, no Novo Testamento a verdade não seria um conjunto de preceitos, mas uma Pessoa - Jesus - sem dúvida, uma mudança radical no sentido de verdade, é o que defendem. Mas aqui também eu questiono esse posicionamento, essa relativização da verdade, pois sabemos (qualquer hermeneuta bíblico sabe disso) que a revelação bíblica é progressiva. No Antigo Testamento temos a anunciação, no Novo temos o cumprimento desta anunciação. Jesus se apresenta como sendo Ele próprio a Verdade, mas é preciso que se diga que isso se dá porque ninguém melhor do que Ele proferiu tanto a Verdade. Jesus trabalhou sim com um conjunto de conceitos que constituem a Verdade do Reino. Não é de se admirar que Ele se auto-declare a Verdade, pois João afirma que Ele é a Palavra Encarnada... Aliás, o próprio Jesus disse: "A tua Palavra é a verdade" (Jo 17.17). Ora, o mesmo Novo Testamento que afirma que Jesus é a Verdade afirma também que a Palavra é a Verdade. Pensemos nisso.

     Aqui você não terá escolinha dominical!
     Nesta mesma aula de Ciência e Religião vi um aluno pedir a palavra e durante sua fala dizer que ao chegar àquela faculdade, alguém havia lhe dito que ali ele não teria mais aulas de "escolinha dominical!" Confesso que fiquei surpreso (muito!) com a maneira como aquele irmão referiu-se à Escola Dominical, diminuindo-a em relação ao ambiente acadêmico em que estávamos. É bem verdade que numa faculdade teológica a abordagem de determinados assuntos é muito mais profunda do que num ambiente de Escola Dominical, mas penso que isso não justifica referir-se à ela como "escolinha", como que dando a entender que "agora que cheguei à faculdade estou iluminado!" É bem verdade ainda que a Escola Dominical tem suas limitações (e muitas!), digo isso com propriedade, pois sou professor  nela há mais de 15 anos, embora hoje, por exiguidade de tempo esteja um pouco afastado de minhas atividades docentes na Escola Dominical. Mas é verdade também que qualquer faculdade teológica ou secular também tem suas limitações. Por exemplo, uma faculdade teológica (inclusive aquela onde estávamos), não consegue alcançar todas as faixas etárias com ensino bíblico de qualidade como faz a Escola Dominical! A Escola Dominical numa igreja exerce uma série de benefícios para ela, dentre eles cito:
     * a integração dos novos convertidos;
     * o melhor agrupamento dos membros da igreja;
     * colabora para a formação de bons obreiros na igreja;
     * é a maior agência de ensino bíblico para a Igreja do Senhor e,
     * colabora diretamente para a formação do bom caráter cristão nos crentes.
     Sendo assim, penso que uma pessoa deveria repensar sua fala antes de pronunciar "escolinha dominical", usando o diminutivo, no sentido de diminuir qualitativamente essa fundamental agência de ensino bíblico e de ação social da Igreja, que a Escola Dominical.

     Não se prenda a conceitos!
     É muito comum em ambiente acadêmicos os professores procurarem mexer com a base de conhecimento prévio de seus alunos. Eu vi isso e isso é bem frequente nas faculdades. Penso que isso deve ser feito, pois eu também o faço com meus alunos. Mas por experiência na área docente também reconheço que isso precisa ser feito com responsabilidade, porque o que estamos vendo muitas vezes é nada mais do que o professor querendo impor sobre seus alunos sua crença pessoal como verdade final no referido assunto. Embora o professor em sala de aula possa até ser muito educado, às vezes deixa isso acontecer. Nessa referida aula, o nosso professor em um dado momento disse: "Graças a Deus não sou criacionista!" Ora, é um direito dele não ser criacionista, não ser evolucionista, ser assim ou assim... Mas se ele profere uma frase como essa, numa sala com mais de trinta alunos, certamente estará de alguma forma agredindo alguns alunos que são criacionistas, dentre eles eu mesmo! Essa frase soou para mim como que colocando os criacionistas numa situação estranha, talvez inferior, pelo modo como o professor falou. É quase como você dizer num culto evangélico: "Graças a Deus não sou católico!" ou ainda "Graças a Deus não sou espírita" ou ainda "Graças a Deus não sou maçom!" E as pessoas católicas, espíritas ou até mesmo maçons que ali estiverem? Em um dado momento da aula, argumentou-se que nós, teologandos, não devemos nos prender a conceitos! Ora, nos prenderemos ao que então? Ao relativismo, que nos leva a tudo e ao mesmo tempo não nos leva a nada!? Prefiro me prender aos fundamentos inabaláveis da Bíblia Sagrada, Livro este que tem se mostrado infalível ao longo dos séculos! (bem, eles também contestam a infalibilidade da Bíblia... fazer o quê?) 

     O teísmo aberto 
     A falácia do teísmo aberto é atraente para algumas pessoas, mas sinceramente, percebo que ela não resiste à um escrutínio bíblico. Norman Geisler designa o Teísmo Aberto como “Arminianismo Extremo”. Clarck Pinnock, John Sanders, John Cobb, Greggory Body, David Basinger são nomes alinhavados nesta perspectiva. O Teísmo Aberto/Arminianismo Extremado (também chamado de Teologia Relacional ou Neoteísmo) afirma que o amor é o principal atributo de Deus, sobreposto aos demais. Destarte, por amar as Suas criaturas, para que elas sejam verdadeiramente livres, Ele se autolimita a determinar suas escolhas. Ademais, o futuro não existe. Como Deus conhece apenas o que é existente, Deus não conhece o futuro, pois ele ainda não existe. Deus conhece apenas o que Ele determina que acontecerá. Assim também, Deus muda. Vai de encontro a Sl 147.5; Is 46.10; Sl 139.1-6; Ef 1.4; Rm 8.29; 1Pe 1.2; At 1.20.
     Abaixo, uma carta-aberta do Pastor Eros Pasquini ao Pastor Ricardo Gondim, onde ele rebate alguns argumentos propostos pelo Pastor Gondim em um artigo por ele publicado e intitulado "Quem Deus Ouviu Primeiro", onde ele expõe alguns elementos do chamado "Teísmo Livre" (uma forma do Teísmo Aberto); leiamos:

"Gondim me assusta! Em lugar de ser um “ministro da reconciliação”, num momento crítico da humanidade, ele se constitui num “ministro da tragédia”, alguém que, em lugar de aproveitar a oportunidade para firmar nossa convicção no Deus da Bíblia, parece se fascinar em semear dúvida... como se Deus estivesse perdendo Sua soberania, Sua onipotência, onipresença, etc.!

Você gostaria de passar a eternidade com o Deus que Gondim descreve? Eu não!!

“[Deus] não pode evitar a catástrofe asiática”...

“...o Deus da Bíblia soberanamente criou o universo, mas ao formar mulheres e homens, abriu mão de sua Soberania para estabelecer relacionamentos verdadeiros”...

Desde quando um Deus Soberano é um Deus a Quem nós possamos “entender”, “explicar Seus atos”, exceto naquilo que Ele mesmo se dignou, por graça e misericórdia, nos revelar através da Bíblia e de Jesus?
“Não aceito que Deus, para alcançar seu propósito, produza um sofrimento brutal em tanta gente miserável, que não pediu para nascer na beira de uma praia paupérrima”. A Bíblia de Gondim deve estar desprovida de Romanos 9.13-24! ...terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão... a Escritura diz ao faraó: “Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda terra”... Quem é você, ó homem, para questionar a Deus?

“ Não aceito que Deus... Quem é você, ó Gondim, para questionar a Deus? Desde quando Deus nos deve satisfação do que faz? Não é o recado claro que Deus dá a Jó (38-41)? À luz das declarações de Gondim, como ficam versículos como Jó 42.2: Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado?
É claro que eu, também, como você e como Gondim, venho assistindo a tudo, perplexo, com lágrimas nos olhos, coração inquieto, inevitavelmente recorrendo à pergunta humana e natural “por quê?”, por vezes, principalmente pelos milhares que morreram sem Cristo, e pensando em tantos de nossos irmãos que perderam tudo que possuíam e também seus queridos (os irmãos que morreram, apesar do modo, estão com Cristo!) e estão lutando, em seus corações com conceitos como Soberania, Bondade, Amor de Deus, etc. Essa luta todos temos (os da Ásia, é claro, em grau além do que possamos imaginar). Mas Deus nos deu Sua Palavra - livros como Jó, situações como a de Oséias (ordenado por Deus a casar-se com uma mulher adúltera), como a de Ezequiel [livro de inconfundível relatar da Soberania de Deus em ação, onde Deus tem a liberdade de condenar, estando igualmente livre para ser misericordioso], onde o profeta é informado pelo SENHOR que perderá a mulher e é proibido de chorar a perda (24.15-18) para poder comunicar uma mensagem clara de Deus ao povo impenitente... a Bíblia de Gondim não tem esses textos? Pior que tem...
“A não-onipotência de Jesus Cristo é semelhante à não-onipotência de Jeová?” Quando Gondim solta uma pergunta assim, ele está revelando ignorância de um “pilar” da Cristologia - a unidade hipostática (união em uma única Pessoa, das naturezas humana e divina), querendo atribuir a Deus Pai uma humanidade que não possui, ou ele está querendo minar intencionalmente a confiança das pessoas no Deus que é:
    • Espírito
    • Vida
    • Perfeito
    • Único
    • Eterno
    • Santo
    • Transcendente
    • Auto-suficiente
    • Infinito
    • Imutável
    • Onipotente
    • Onipresente
    • Onisciente
    • Soberano
    • Fiel
    • Amor
    • Luz
    • Verdade
    • Bom
    • Sábio
    • Justo
    • Misericordioso
    • Gracioso
    • Irado (contra o pecado e os ímpios)
    • Perdoador
    • Paciente
    • Reto
    • ...?

“Acredito que diante duma tragédia dessa magnitude precisamos repensar alguns conceitos teológicos.... [como Soberania, Onipotência]... dentro dos paradigmas das ciências sociais pós-modernas”. Essa é MUITO inquietante! Gondim certamente já leu a respeito de uma tragédia ligeiramente maior, chamada Dilúvio, provocada por Deus para julgar a malignidade humana, ou ele acha que isso é mito? Quantos morreram naquela “tragédia”? Com certeza, mais que 155,000!

“Diante duma tragédia dessa magnitude”, ele diz, sugerindo, nas entrelinhas, que sofremos mais hoje em dia. Vejo isso como um egocentrismo simplório, como se o mundo jamais tivesse experimentado outras catástrofes: o que dizer do terremoto de Shansi, China, que em 1556 matou 830,000 pessoas? Da inundação de 1887 na mesma China, que ceifou a vida de 1 milhão de pessoas? Do ciclone que em 1997 matou 300,000 no Paquistão e Bangladesh?
Até quando vamos nos calar diante de líderes cuja cosmovisão passa primeiro pelo filtro da mente humana, interpretando a História com base no raciocínio, na observação, na experiência e na sabedoria humanos, fazendo das ciências sociais o parâmetro, forçando a Bíblia - a auto-revelação inerrante e suficiente do Deus Soberano, Criador e Sustentador dos céus e da terra e nosso Salvador/Senhor - a ter que se encaixar com o que o homem, no auge de sua arrogância, pensa? 1 Coríntios 1.18-2.5 trata disso!
“ ...espero que minhas intuições estejam me conduzindo no rumo certo”, diz Gondim. A Bíblia responde: O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jr 17.9). Ouve quem quer!
Será que vamos assistir a esse “sutil (embora nem tanto)” ressurgimento pós-moderno da neo-ortodoxia (misturada com deísmo), calados? Infelizmente, há bastante gente em nossas igrejas que está lendo e ouvindo homens que têm esse tipo de convicção. Há líderes que estão preferindo dar ouvidos a discursos como esse a “mergulhar nas Escrituras” à busca de respostas... dá menos trabalho! Esse tipo de interpretação da História está brotando em muitos seminários outrora sérios para com a Palavra de Deus e está gerando “líderes” que têm esse discurso de um deus impotente, de um dualismo que mais parece um Luke Skywalker sendo cada dias mais vencido por Darth Vader.
Solução? Judas 3, caríssimos! precisamos batalhar pela fé de uma vez por todas confiada aos santos!

Estamos vivendo dias na igreja brasileira que se chama pelo nome de Jesus Cristo em que precisamos atentar, mais do que nunca, criteriosamente à exortação de Paulo: Pregue a Palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. (2 Tm 4.2-4).

Maranata!
Eros Pasquini"


Em Cristo,
esperando ter contribuído,
Prof. Roney Ricardo.


sábado, 1 de junho de 2013

Professores Motivados, Alunos Motivados

“PROFESSORES MOTIVADOS, ALUNOS MOTIVADOS”

“... o que ensina esmere-se no fazê-lo”
Romanos 12.7b



I – A Escola Bíblica Dominical

História da EBD no Mundo e no Brasil

“O movimento religioso que nos deu a Escola Dominical como a temos hoje, começou em 1780, na cidade de Gloucester, no sul da Inglaterra. O fundador foi o jornalista evangélico (episcopal) Robert Raikes, de 44 anos, redator do “Gloucester Journal”. Raikes foi inspirado a fundar a Escola Dominical ao sentir compaixão pelas crianças de sua cidade, perambulando pelas ruas, entregues à delinqüência, pilhagem, ociosidade e ao vício, sem qualquer orientação espiritual. Ele, que já há quinze anos trabalhava entre os detentos das prisões da cidade, pensou no futuro daquelas crianças e decidiu fazer algo em seu favor, a fim de que mais tarde não fossem também parar na cadeia. Procurava as crianças em plena rua e em casa dos pais e as conduzia ao local de reunião, fazendo-lhes apelos para que todos os domingos estivessem ali reunidas. O início do trabalho não foi fácil. [...] De acordo com as diretrizes de Raikes, nas reuniões dominicais, além do ensino das Escrituras, era também ministrado às crianças rudimentos de linguagem, aritmética e instrução moral e cívica. O ensino das Escrituras consistia quase sempre de leitura e recitação. Em seguida, teve início a prática de comentar os versículos lidos. Muito depois é que surgiu a revista da Escola Dominical, com lições seguidas e apropriadas. [...] O jornal do qual ele (Raikes – G.E1) era redator foi uma coluna forte na defesa e apoio da novel instituição, publicando extensa série de artigos sob o título A ESCOLA DOMINICAL, reproduzidos nos jornais londrinos. Foi assim o começo da Escola Dominical – o começo de um dos mais poderosos movimentos da história da Igreja... Ao fundar a primeira Escola Dominical em 20-7-1780, Raikes estabeleceu o seguinte: desenvolver inicialmente uma fase experimental de três anos de trabalho. Após isso, conforme os frutos produzidos, ele divulgaria ao mundo tudo sobre o trabalho em andamento. Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe. Nessa fase experimental (1780-1783), Raikes fundou 7 Escolas Dominicais somente em Gloucester, tendo cada uma 30 alunos em média. Os abençoados frutos do trabalho logo surgiram entre as  crianças, refletindo isso profundamente nos próprios pais. Estava dando certo a experiência com a Palavra de Deus! O que pode fazer a fé em Deus e o amor a Ele e ao próximo! Foi no dia 3 de novembro de 1783 em que Raikes triunfalmente publicou em seu jornal a transformação ocorrida na vida de duas crianças. Até hoje, 3-11-1783 é considerado o dia natalício da Escola Dominical. Os benditos e abundantes resultados causaram tal impacto no modo de vida da sociedade, que um ano após (1784), Raikes era o homem mais popular da Inglaterra. No ano seguinte (1785) ele organizou a primeira União de Escolas Dominicais, em Gloucester. [...] Antes de Raikes já havia reuniões similares de instrução bíblica, é evidente, mas foi ele quem, usado por Deus, popularizou e dinamizou o movimento. Na linguagem dos comerciantes, foi ele quem pôs a mercadoria na praça. Por sua vez, o atual sistema de escolas públicas gratuitas inspirou-se no movimento da Escola Domincal. [...] Em 1784, isto é, quatro anos após o início do movimento, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos matriculados. A Escola Dominical é hoje um dos fatores de promoção do reino de Deus e dos destinos do mundo, através dos cidadãos nela formados”.
 – “Pr. Antônio Gilberto – “Manual da Escola Dominical” – CPAD, 17ª ed., pág.108, 114-116.
“Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo” – Ruth Doris Lemos, em artigo.

Benefícios Trazidos pela EBD

a)      Ela é uma agência de ensino bíblico para a Igreja. Nela, os alunos encontram ensinamento espiritual sadio, o que fortalece as suas vidas espirituais. Nela, os alunos também são preparados para responder à este mundo que pergunta (1 Pe 3.15);

b)     Exerce uma função discipuladora para os novos convertidos, ou seja, ensina aos novos convertidos a Palavra de Deus, de modo que ele possa se desenvolver espiritualmente. A EBD também contribui muito para a integração do novo convertido no seio da Igreja. Ao invés de permanecer o tempo todo num grande grupo de pessoas, ele tem a oportunidade de se inserir através de grupos pequenos, como as classes de EBD;

c)      A EBD contribui decisivamente para a estruturação espiritual da Igreja, pois ensina as verdades bíblicas;

d)     Contribui positivamente na vida das pessoas por ela alcançadas;

e)      A EBD alcança a todas as faixas etárias – desde a criança de colo até ao mais velho ancião da igreja;

f)       A EBD é também decisiva na formação de novos obreiros para a casa do Senhor; uma pesquisa feita pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus norte-americanas, em 2006, revelou que a grande maioria de seus ministros, obreiros e trabalhadores nas suas igrejas, foram criados na EBD, evidenciando assim ser a EBD um grande celeiro de futuros obreiros;

g)     A EBD leva ensino bíblico para nossas crianças e adolescentes, o que é muito necessário, visto que as escolas seculares, infelizmente, acabam sendo até mesmo perigosas em certos ensinos que trazem (por exemplo: o evolucionismo). A escola secular é necessária e fundamental para a formação e o futuro de nossas crianças e adolescentes, mas ela visa apenas o intelecto, enquanto que a EBD visa o intelecto, o coração e a espiritualidade do aluno!

II – O que é o “ensino bíblico”?

Ensinar

Ensinar é dirigir ou orientar tecnicamente a aprendizagem. Segundo Myer Pearlman, ensinar “é despertar a mente do aluno para captar e reter a verdade”. O vocábulo “ensino” aparece no Antigo Testamento com o sentido de “doutrina” (Dt 32.2; Jó 11.4; Pv 4.2) e “entendimento” (Pv 1.5,29; 2.3). No Novo Testamento, as duas principais palavras no original para ensino são “didache” (“instrução”, “ensino”) e “didaskalia” (“ensino”, “doutrina”). Esses termos transmitem a idéia tanto do ato de ensinar como do conteúdo do ensino.

Dados de Uma Pesquisa

O Pastor Terry Johnson conta que certa vez foi calculado que 19 em cada 20 crentes se converteram antes de chegarem aos 25 anos de idade. Depois de 25 anos, um em cada 10 mil crentes. Depois de 35 anos, um cada 50 mil. Depois de 45 anos, apenas um em 200 mil. Depois de 55 anos, apenas um em 300 mil. Depois de 65 anos, apenas um em 500 mil, e, depois de 75 anos, apenas um 700 mil!; Dt 31.12,13 – o ensino ministrado em reuniões públicas.

Incoerência para com a Bíblia

O Pastor Terry Johnson conta que há vários anos atrás, uma pesquisa foi feita nos EUA para descobrir quais eram os quatro itens mais utilizados dentro de casa. Os resultados mostraram que esses quatros itens eram: 1) o forno microondas; 2) a secretaria eletrônica; 3) a televisão e, 4) o aparelho de vídeo. Logo depois, uma outra pesquisa descobriu que 73% dos lares americanos tinham pelo menos, um exemplar da Bíblia Sagrada.

1. O valor do ensino bíblico para a Igreja

Fp 1.9; 1 Tm 4.6; Mt 28.19,20

2. O valor do ensino bíblico para a família

Pv 22.6

III - Como Ser Um Professor Motivado

Quatro Tipos de Professores:

1. O que sem o como (o professor que sabe o que vai ensinar, mas não como vai ensinar)

2. O como sem o que (o professor que sabe como ensinar, mas não sabe o que vai ensinar, não tem conhecimento bíblico)

3. Sem o que e sem o como (esse é o tipo de professor mais deficiente, mais despreparado para o ministério de ensino: ele não sabe o que vai ensinar e nem como vai ensinar)

4. O que e como (esse é o modelo ideal de professor: ele sabe o que vai ensinar [ele tem conhecimento bíblico e teológico sadio] e sabe também como aplicar o ensino) - seja você esse professor!

O Professor motivado é o professor preparado:
Biblicamente
Teologicamente
Espiritualmente
Fisicamente
Didaticamente

Métodos de Ensino
Discussão
Perguntas e Respostas
Discussão em pequenos grupos
O debate

Erros que o professor deve evitar!

1. Não orar
2. Não estudar e conhecer a Bíblia
3. Não zelar pelo seu testemunho pessoal
4. Não estar sempre preparado
5. Responder à todas as perguntas
6. Ser indelicado
7. Não ser objetivo; gerar polêmicas
8. Ser faltoso – não ser assíduo
9. Ser desanimado
10. Sempre atrasar – não ser pontual
11. Não ser submisso à direção da EBD
12. Ser murmurador, gerador de contendas
13. Não ser cuidadoso quanto ao vernáculo
14. Parar no tempo
15. Não ter nenhum objetivo
16. Não saber “o que” e nem “como” vai ensinar
17. Desconhecer o seu público alvo, ou seja, a classe para a qual vai lecionar

Tempo de Aula
Abertura – 5%
Conclusão – 15%
Interpretação – 30%
Aplicação – 40%
Introdução – 10%

Preparado pelo Professor Roney Ricardo - roneycozzer@hotmail.com