segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A FRAGILIDADE DOS RELACIONAMENTOS HUMANOS EM NOSSO TEMPO

Em nosso tempo de Pós-Modernidade estamos presenciando aquilo que eu chamaria de "enfraquecimento sistemático das relações humanas". É que tenho percebido que cada vez mais nos tornamos isolados, individualistas, sós e egoístas. Parece que vivemos dias em que temos tantas coisas para fazer que 24 horas já não são mais suficientes, mas dentro dessas tantas atividades não incluímos "o outro", "o próximo". Quando uso a palavra "sistemático" em relação a esse enfraquecimento das relações humanas refiro-me ao fato de que isso vem se tornando algo contínuo, frequente, cada vez mais cotidiano. Embora eu tenha apenas 29 anos (nem todos concordarão com o "apenas 29"), eu sou de um tempo em que as nossas brincadeiras, na infância e adolescência, eram sempre com outras crianças e adolescentes, e não com máquinas ultra-avançadas em tecnologia. Sou de um tempo em que os amigos de meus pais com frequência os visitavam e meus pais sempre cultivaram isso também. Acredito que "peguei" um pouco disso também e tento fazer o mesmo em relação aos meus amigos. Mas confesso: eu também sou falho nisso. Percebo que esse enfraquecimento das relações entre nós acontece também em nossas igrejas. Participamos do culto, nos vemos nesses momentos de adoração, nos falamos e etc., mas é só ali, no templo. Fui membro de uma maravilhosa igreja por mais de seis anos e por razões pessoais me desliguei, como membro, de lá, mas acabei também sendo "desligado" nas relações. Nenhum telefonema, nenhum contato mais pessoal, excetuando-se é claro, algumas exceções. Mas pela quantidade de amizades que lá tinha, confesso que esperava mais. Parece que nossas igrejas se tornaram (no sentido aqui abordado) como clubes fechados: uma vez que você não faz mais parte, está cortado! Algumas pessoas me chamam de amigo, mas sempre questiono essa palavra "amigo" dependendo da pessoa que a pronuncia. "Amigo", segundo Strong em seu Léxico Hebraico, Aramaico e Grego, é "philos" no grego e significa, dentre outras coisas, "amigo, sócio, aquele que se associa amigavelmente com alguém, companheiro". Como podemos ver, amizade que é amizade denota proximidade, interesse, comunhão. O que está acontecendo conosco? Por que nos interessamos tão pouco assim pelo próximo? Que cristianismo é esse que estamos vivendo? Que cristianismo é esse que eu estou vivendo? Porque simplesmente não pegamos o telefone e "quebramos o gelo" procurando saber - simplesmente se interessar - como "o outro" está? Porque tanta formalidade? Formalidades nos separam. Quando me encontro com meus "amigos" (que de fato são amigos) eu brinco, sorrio, fico à toa, os ouço, me alegro pelo simples fato de estar próximo de outras pessoas que me querem bem. Penso que precisamos rever nossa postura nesse sentido e manter mais comunhão uns com os outros. 
Uma reflexão? Um desabafo? Um apelo? Sim, os três!
Profº Roney Ricardo.

Um comentário:

  1. Realmente a fragilidade dos relacionamentos,tem sido cada vez mais frequente, realmente o tempo (dia),parece que ficou mais curto.Como já foi observado temos tempo para tudo,mas,não dispomos de minutos preciosos para nos relacionarmos com nosso próximo. Ficamos mais tristes ainda quando somos esquecidos dentro a nossa própria comunidade,que observa valores que são passageiros,cito por ex:dinheiro,fama,etc...Vivamos tempos de valorização do semelhante e seremos mais felizes,amem!

    ResponderExcluir