quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Inimigos do Casamento

     Estimado leitor ou leitora, abaixo, trecho do nosso novo livro intitulado "Família Cristã, Projeto e Criação de Deus". Confira e compartilhe!

– INIMIGOS DO CASAMENTO

            O casamento se depara constantemente com inimigos que procuram dissolvê-lo. Consideremos a partir daqui alguns desse inimigos e como vencê-los, para preservar o nosso casamento. Este é um ponto importante mesmo para aqueles que não sendo casados, poderão vir a casar-se.

1. O problema da falta de convivência

            Extremamente ativista, o homem do século 21 acaba tendo sua vida mergulhada numa quantidade enorme de afazeres diários, e sem se dar conta, ele acaba não tendo tempo nem para si mesmo, muito menos para a esposa e os filhos. Com freqüência, o homem pós-moderno diz: “Não tenho tempo para nada!” Foi o tempo em que apenas o homem vivia esse corre-corre sem fim. A mulher e os filhos também acabam tendo suas agendas lotadas. Como diria o filósofo da PUC de São Paulo, Mário Sérgio Cortella, vivemos num tempo em que os filhos levantam mais cedo que os pais, para ir para a escola! Esse corre-corre contudo, acaba tomando o tempo que deveria ser aplicado no convívio familiar, inclusive e especialmente entre marido e mulher. Quando detectamos essa realidade em nossas vidas, é hora de uma reavaliação. Precisamos refletir se vale mesmo a pena sacrificar a convivência com a família em prol de um alto salário, um bom cargo numa boa empresa, projetos ministeriais, etc. Não resta dúvida de que quanto mais tempo uma família passa junta, mais estrutura ela tem para lidar com as circunstâncias adversas da vida. Que precisamos uns dos outros, a Palavra de Deus confirma isso (Ec 4.9-12).

REFLEXÃO

"Quando sua agenda privar você do convívio com família, amigos e irmãos, repense-a e refaça-a o mais rápido possível. Do contrário, você estará construindo paredes ao redor de você e não pontes, "contatos" e não relacionamentos, ativismo e não compromissos. Colhemos o que plantamos: isso é inevitável!”

Roney Ricardo

2. A falsa idealização do casamento

É fato que muitas pessoas vão ao “sim”, na hora do casamento, tendo uma visão equivocada do que é de fato o casamento. Atribuem a vida a dois ideias que não são condizentes com a vida real, no dia a dia. Essa falsa idealização do casamento acaba por tornar as pessoas despreparadas para lidar com a realidade da vida e lamentavelmente, em muitos casos, vem o divórcio. Sem dúvida alguma que o casamento deve ser valorizado e apreciado, mas também precisamos encarar a realidade de que dificuldades virão e que a vida encerra muitas vicissitudes. Quando estamos apaixonados, e ansiosos pelo “grã momento” do “sim”, temos uma tendência natural a supervalorizar o casamento, o que também não é saudável. Temos sim que valorizá-lo, mas não colocá-lo fora da realidade. Consideremos algumas fantasias que são alimentadas na mente de muitas pessoas criando assim uma falsa idealização do casamento.
Em primeiro lugar, pensar que a beleza é o mais importante. Muitos vão ao casamento mais atraídos pela “beleza da pessoa” do que pela “pessoa que possui a beleza”. Vivemos num tempo em que se valoriza mais a estética do que a ética, mais a aparência do que o caráter, mais o rótulo do que o conteúdo! A mídia explora de maneira excessiva a sensualidade feminina, apresentando a mulher como mero objeto de prazer sexual, em detrimento de seu ser, como indivíduo. De fato, como disse Millôr Fernandes, “Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor”. A mídia sabendo disso, explora de maneira negativa a beleza feminina vulgarizando a imagem da mulher. Fala-se inclusive da “ditadura da beleza”, onde se estabelece uma espécie de padrão para a mulher. Aquelas que não atendem a esse padrão são até discriminadas em alguns momentos. Como exemplo dessa discriminação, podemos citar a prática de bullying contra garotas em escolas e outros ambientes por causa de seu corpo.  Uma pesquisa[1] feita em 2011 apontou a obesidade como uma das principais causas da discriminação e humilhação que as pessoas enfrentam. Termos como “baleia” e “rolha de poço” denotam essa agressão que é até aceita e praticada pela sociedade. Mas não são só os mais pesados que sofrem por causa de seu corpo. É comum mulheres magras serem discriminadas. A expressão “Olívia palito”, por exemplo, pode até soar engraçado aos ouvidos de quem não está recebendo esse apelido, mas para quem o está recebendo, isso pode causar até problemas psicológicos e estigma social. A fala de certa atriz brasileira reflete bem essa busca incessante por beleza física: “Não é defeito a gente querer se cuidar, manter a forma, ficar bonito. Não adianta querer se purificar espiritualmente, se evangelizar, se não tiver beleza, porque ela é a primeira coisa que conta para valer”. Como podemos ver nessa fala, que na verdade é só um reflexo do pensamento pós-moderno a respeito desse assunto, a beleza acaba sendo mais importante que o ser, que o caráter, que o próprio indivíduo. Infelizmente, nossa era presencia a crescente quebra de marcos e valores fundamentais para a existência humana. O Senhor Jesus, como nenhum outro, valorizou mais a vida do que comida e vestes: “Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?” (Mt 6.25 na NVI).
Outra fantasia que a muitos tem iludido é pensar que após o casamento, jamais se sentirão atraídos por outra pessoa. Se por um lado reconhecemos ser um grave problema a supervalorização da beleza física, por outro lado reconhecemos que o descuido total com a aparência também é um problema para o casamento. A esposa deve sim se cuidar para o seu esposo e vice-versa. Não há pecado algum em os cônjuges cuidarem de sua aparência, a fim de ter com frequência um aspecto agradável ao outro. É importante estar atento também para que isso seja percebido pelo outro. Por exemplo: se a esposa muda o penteado ou compra uma roupa nova a fim de estar agradável ao marido e este, por sua vez, sequer percebe e dá atenção a isto, a esposa poderá sentir-se ignorada. O casamento precisa ser “regado”, “construído”, diariamente, e isso se faz também com reconhecimento, palavras agradáveis e atitudes.
O Pastor e Teólogo Hernandes Dias Lopes pontua que outro grande mito em torno do casamento é que “eu preciso encontrar a pessoa perfeita para me casar”. Ele afirma:

Essa pessoa não existe. Não viemos de uma família perfeita, não somos uma pessoa perfeita e nem encontraremos uma pessoa perfeita. Além disso, essa ideia já parte de um pressuposto errado, pois é uma afirmação tácita de que já somos uma pessoa perfeita e que o nosso cônjuge é quem precisa se adequar a nós. Esse narcisismo é erro gritante. Produz uma auto-avaliação falsa e inevitavelmente deságua numa relação conjugal adoecida[2].


[1] Site Voz da Bahia – Link: http://www.vozdabahia.com.br/index.php?paginas&blog&id=8585&cid=  - Acesso em 02/01/2014.
[2] Site Palavra da Verdade – Link: http://hernandesdiaslopes.com.br/2013/05/mitos-que-ameacam-o-casamento/#.UsXnjNJDuSo – Acesso em 02/01/2014

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