sábado, 2 de janeiro de 2016

Como entender a realidade de injustiça social face à grande presença de evangélicos no Brasil?

Sem dúvida, uma disparidade! Mas é também pertinente perguntar: como estaria o país sem a presença dos cristãos? É claro que tal pergunta não nos exime de fazer outras importantes considerações em torno dessa problemática. Sem dúvida, a realidade escravizadora em que se acha o homem, à parte do projeto de salvação de Deus para a humanidade, é fator preponderante para que se abra esse abismo de sofrimento social. Tendo em vista a condição desumanizante à que o pecado conduz, é consequência a realidade de sofrimento, privação, desamparo em que se acham muitas pessoas. O pecado alojado no coração humano acaba por estabelecer uma relação de opressão e desrespeito ao outro. A alteridade é substituída pelo consumismo. O pecado conduz ainda à uma condição, proposital, de rejeição do homem à imagem e semelhança de Deus na humanidade. Quando o homem deixa a posição de administrador dos bens dados por Deus (a vida, a natureza, os recursos, etc.), ele passa a estabelecer uma relação de exploração, extrativismo desenfreado, opressão e agressão. Assim, conclui Alfonso García: "o pecado pode, assim, ser entendido como deturpação do sentido do senhorio próprio da imagem de Deus".

Prof. Roney Ricardo

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