sábado, 2 de janeiro de 2016

Reflexões: Assembleia de Deus e sua operadora telefônica

Estimado leitor ou estimada leitora, soube que a CGADB está criando uma operadora telefônica, a MAIS AD, e que inclusive já teria sido realizada uma cerimônia de lançamento do referido projeto, como consta no link abaixo, de um blog da própria CONFRADESP, convenção paulista. Me parece que é verídica a informação até pelo fato de blogs e outros espaços bem conhecidos na internet estarem divulgando a novidade. Me parece, inclusive, que um renomado ensinador bíblico da nossa denominação saiu em defesa da novidade.
Como assembleiano, venho aqui manifestar minha opinião sobre isso:
* Penso que a CGADB tem projetos mais importantes que uma operadora telefônica para levar avante e investir tantos recursos financeiros. Exemplo? Claro. Uma universidade assembleiana. Completamos nosso primeiro centenário e ainda não temos uma instituição de ensino de expressão à semelhança de outras como a Universidade Mackenzie, referência mundial, fundada por presbiterianos. Nossos jovens enfrentam o desafio do ateísmo e do agnosticismo tão presente hoje nos ambientes acadêmicos e de lá voltam tantas vezes desviados do evangelho de nosso Senhor e nós estamos preocupados com uma operadora telefônica…
* Penso que nossa denominação precisa desenvolver projetos sociais mais expressivos, como centros de recuperação para dependentes químicos, casas de acolhimento para ex-presidiários e tantos outros que poderia aqui citar. Já sei: nossa denominação já faz isso no Brasil inteiro. Mas pergunto: temos projetos assim à nível institucional, à exemplo de outras organizações, como o faz, por exemplo, a SBB (Sociedade Bíblica do Brasil)? Considere, por exemplo, o PROJETO LUZ NA AMAZÔNIA, criado desde 1962 e que contempla as comunidades ribeirinhas da Amazônia. Segundo informações da própria SBB, em seu site, seus projetos sociais contemplam milhões de pessoas! Nossos projetos sociais são sempre vôos solos, infelizmente.
* Passa-me a forte impressão de haver um interesse econômico por trás desse projeto. Isso nos leva a pensar até que ponto estamos usando nossa presença e influência, como povo evangélico, em solo brasileiro. Benefícios que atendem a interesses particulares ou a causa do Reino de Deus? O discurso de que está gerando empregos e que aplicativos usados para evangelização estarão no pacote da operadora me parecem aqueles típicos discursos religiosos que usam a religião para legitimar interesses econômicos.
Concluo convidando você, caro leitor e cara leitora, a orar comigo pela nossa querida denominação, os rumos que está tomando e mais ainda, pela Igreja de Cristo presente no Brasil, que vem convivendo com tantos desequilíbrios. Temos diante de nós o desafio de uma liderança centralizadora, um povo que sofre, vidas que precisam ser alcançadas pela evangelização, missionários no campo passando dificuldades, entre outros. Creio  piamente que nossos recursos deveriam ser canalizados para tais fins, e não para uma operadora telefônica, ou a construção de uma nova catedral, entre outras coisas.
Deus nos ajude!

Prof. Roney Ricardo
Site Teologia & Discernimento




REFERÊNCIA

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