segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O "LENDÁRIO" CULTO NA PRAÇA "PAIXÃO PELAS ALMAS"


Quem conhece pessoalmente ou mesmo já ouviu este velho homem de Deus pregando, irmão Pedro Alvarenga Rocha (na foto, da es. para a dir., a quarta pessoa, de óculos) sabe que o sermão é pesado (rsrsrs). Ele moderou bastante nos últimos anos, mas ainda é bem duro em sua fala. Sabendo que ele é herdeiro daquela geração antiga das Assembleias de Deus, aprendi a conviver com seu radicalismo, pois nossa proximidade e amizade verdadeira e profunda me fizeram ver muito mais que "um homem de palavras duras". Conheci um Pedro Alvarenga Rocha que "imprimiu" em minha alma o valor da santidade, do comprar e pagar o que se deve, do cuidado e zelo com a sã doutrina e a importância da oração (eu ainda me lembro de tê-lo conhecido, com 14 anos, num trabalho de oração). E digo mais: me marcou muito a maneira como ele cuidou de sua querida esposa, irmã Maria, nos seus anos finais de vida, permanecendo ao seu lado até o momento dela "passar o Jordão".
Ao lado desse homem de Deus, comecei a pregar na praça do meu bairro com apenas 14 anos. E também fui funcionário dele no trailer, onde vendíamos sorvete (meu primeiro emprego, por assim dizer). Ele não abria o estabelecimento sem antes orar. 
O Culto na Praça "Paixão pelas Almas" foi um tipo de trabalho que fiz ao lado dele durante quase uma década, ora mais intensamente, ora menos, mas durante quase dez anos! Começamos sem equipamento de som e eu era absurdamente tímido (e continuo sendo um pouco mesmo hoje). No culto "Paixão pelas Almas" eu estava ao lado de um velho, um homem que não dispunha de bagagem teológica, mas um homem saturado de Bíblia e que valorizava muito a oração. Esse período foi uma verdadeira "faculdade" para mim. Uma experiência que lançou profundas raízes em minha alma e de alguma forma contribuiu para o meu discipulado, para minha eclesiologia e para aquilo que entendo em termos de evangelização e outridade. De alguma forma, o Culto na Praça "Paixão pelas Almas" me mostrou que a razão da Igreja evangelizar não é trazer "atrações", "artistas", promover eventos, promover cantores(as) e pregadores(as), dentre outros equívocos que temos cometido hoje... Não! O motivo deve ser... naquele bom e velho linguajar igrejeiro... as almas! Sim. Pessoas, vidas. E isso é o que era expressado no nome que demos àquele trabalho: "Paixão pelas Almas". E quanto ao irmão Pedro, ele está vivo e vai muito bem, obrigado. É que gosto de homenagear aqueles que estão vivos.

Enfim, 
relembrar é viver!
Um grande abraço ao amigo e "pai na fé", Pedro Alvarenga Rocha.

BREVE, MUITO BREVE...

Eu ainda não me acostumei com a brevidade da vida,
E talvez ela seja tão breve,
Que eu nem tenha tempo de me acostumar com sua brevidade.
O homem na foto é meu pai.
Este foi o último registro fotográfico que nossa família fez dele.
Incrível!
Já li Gilberto, Barth, Nietszche, Freud, Freire... e tantos outros ícones das Ciências Humanas. Mas o "autor" que mais marcou e influenciou minha vida, paradoxalmente, não sabia assinar o próprio nome.
Eu era garoto, mas ainda me lembro dele constrangido por não conseguir escrever o nome em um de meus documentos escolares, na secretaria do Colégio Castelo Branco, onde fiz meu ensino fundamental.
E embora fosse totalmente incapaz de articular temas teológicos complexos, como fazemos hoje, ainda me recordo - quase que posso rever o momento! - em que voltávamos da loja de balas e doces, e no caminho eu o agradecia por ele ter ido comigo comprar aqueles doces, pois eu ia revender na porta da minha casa, para ganhar alguns trocados, ao que ele me respondeu, empurrando sua velha bicicleta: "O que eu puder fazer para lhe ajudar meu filho, eu farei sempre".
E o que dizer daquela inesquecível cena dele, parado, à janela de nossa casa, até altas horas da noite, esperando meu irmão chegar? Ou ainda, a sua fleuma diante de circunstâncias tão difíceis que enfrentamos em nossa família, por vezes. Nunca o vi reclamar da comida e como apagar das lembranças (eu nem quereria) aquela cena que vi se repetir tantas vezes: ele, debaixo do cobertor, antes de dormir, orando, orando, orando...
É, ele não sabia articular temas teológicos complexos, mas soube articular uma vida cristã simples que deixou, por meio de seu modo simples de ser e de agir, um profundo e indelével legado, à mim, e à todos que o conheceram.
Dia 29 de Novembro completam-se 15 anos de seu falecimento, de forma trágica, com apenas 52 anos de idade.
Seu nome?
SEBASTIÃO GREGÓRIO.
E como muitos de vocês sabem, embora eu carregue COZZER na minha Carteira de Identidade, minha família, de fato, não tem COZZER no sobrenome. Minha família tem GREGÓRIO no sobrenome!
Que legado deixaremos para nossos filhos?
Espero, com a Maravilhosa Graça de Deus,
revê-lo em breve!

RESPOSTA À UM E-MAIL SOBRE FAZER BACHARELADO EM TEOLOGIA SEM AQUELA "ENROLAÇÃO" DE TRÊS ANOS

RESPOSTA À UM E-MAIL SOBRE FAZER BACHARELADO EM TEOLOGIA SEM AQUELA "ENROLAÇÃO" DE TRÊS ANOS:
Prezados, 
Prezadas,
Acabei de receber um e-mail onde a instituição me oferece Curso de Bacharel em Teologia sem aquela "enrolação" de três anos. Abaixo, a resposta que enviei à eles e que compartilho com vocês:

"Amado irmão,
BACHAREL em teologia que não despende os três anos de "enrolação" em estudos e pesquisa, não é bacharel, é venda de título! É por práticas e instituições assim que infelizmente a Teologia está banalizada em nosso país.

Att.,
Roney Cozzer,
Alguém que gostar de pensar e fazer Teologia à base da "enrolação".

SOBRE O BIOCHIP, PROIBIÇÃO DA BÍBLIA NO BRASIL E OUTRAS "COSITAS" MAIS.

Queridos, 
Queridas,
Uma coisa muito boa que a Academia nos dá é seriedade na pesquisa e seriedade no compartilhamento de conhecimento. Aliás, isso é uma questão de Ética e de Ética Cristã, anterior à Academia. 
Eu realmente lamento muito a enxurrada de posts, vídeos, imagens e áudios compartilhando informações relacionadas ao biochip, à marca da Besta, à proibição da Bíblia no Brasil, etc., etc., VEICULADAS POR EVANGÉLICOS e que, notadamente, não passam de inverdades, em grande medida. Diversos informes não se confirmam e não é preciso ser especialista para perceber que muitas dessas imagens são editadas para dar aquele ar de sensacionalismo. E o que dizer dos áudios com profecias catastróficas sobre o Brasil? A maioria, até o momento, não se confirmou. Houve aquela que predisse uma tragédia no Brasil por ocasião da Copa... Bem, e realmente aconteceu: o Brasil perdeu de goleada para a Alemanha... Outras várias estabeleceram datas. Nada do que foi predito aconteceu! ISSO É UMA VERGONHA E REPRESENTA CONSTRANGIMENTO PARA O POVO DE DEUS QUE CRIA - ELE PRÓPRIO - UMA CARICATURA DE SI MESMO PARA A SOCIEDADE, passando a imagem de um grupo de pessoas paranoico, alucinado e distante da Bíblia. Sou pesquisador da Escatologia Bíblica (doutrina das últimas coisas) há anos e estou convencido de que as Escrituras NÃO NOS AUTORIZAM A "ENCAIXAR" PROFECIAS BÍBLICAS EM EVENTOS REGIONAIS, LOCAIS, CIRCUNSTANCIAIS. Os que fizeram isso sempre causaram constrangimento a si mesmos e à Igreja de Cristo. DEUS É SENHOR DA HISTÓRIA HUMANA, E ELA CAMINHA PARA O FIEL CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS BÍBLICAS. Deus não precisa de nossa ajuda nesse sentido! ELE CONDUZ A HISTÓRIA. Nosso dever, enquanto cristãos equilibrados e sinceros, é "amar a sua vinda" (2 Tm 4.8) e vivermos repletos de esperança, POR SABER QUE ELE VEM (cf. 1 Ts 4.18), e não com medo.
Diante de tanto abuso que tenho visto em torno desses assuntos, lembrei-me de algo muito interessante que ouvi anos atrás: "Pior que um descrente atacando o Cristianismo, é um cristão defendendo mal a sua fé".

Pense nisso!
Deus abençoe a todos!